PAZ

Em 1740, quando voltava para Roma, um peregrino foi surpreendido por alguns cães raivosos. Cercado, o homem vê no alto de uma torre a imagem de Nossa Senhora – a Virgem sentada no trono real, com o Menino Jesus ao colo: uma pomba desce sobre ela como símbolo do Espírito Santo, o Divino Amor. O pobre homem pede-lhe ajuda. No mesmo instante os cães acalmam-se e vão-se embora.

Logo que o miraculado chegou a Roma e contou o facto, iniciaram-se peregrinações ao castelo onde a Virgem se manifestara, a cerca de 15 km da cidade. No dia 4 de Junho de 1944, quando os aliados chegavam perto de Roma, o Papa Pio XII rezou, pedindo que Nossa Senhora do Divino Amor livrasse a cidade de bombardeamentos. Nessa mesma noite as resistências nazis caíram e os alemães deixaram Roma sem combate com os aliados. O Papa agradeceu a Nossa Senhora e proclamou-a "Salvadora de Roma".

ORAÇÃO:

Ó Maria, Mãe do Divino Amor, a vós elevamos as nossas súplicas e esperamos alcançar as graças de que necessitamos. Concedei a paz ao mundo, fazei triunfar o vosso amor, protegei o Papa, reuni na unidade perfeita todos os cristãos, iluminai com a luz do Evangelho todos os que ainda não creem, convertei os pecadores. Dai-nos a coragem do arrependimento constante e força para vencer as tentações, iluminai a nossa mente para seguirmos sempre o caminho do bem. Finalmente, quando Deus nos chamar, abri-nos as portas do céu. Que o nosso coração arda sempre no amor de Deus nesta vida, para gozarmos eternamente convosco no céu. Ámen.  

Medjugorje é uma vila da Bósnia-Herzegovina, antiga Jugoslávia. Nesta terra de agricultores, povo simples e trabalhador, ocorrem, desde 24 de Junho de 1981, aparições de Nossa Senhora a seis jovens: Ivanka e Vicka Ivankovic, Mirjana e Ivan Dragicevic, Matija Pavlovic e Jacov Colo. Nas primeiras aparições, que eram diárias, Maria disse: «Vim para converter o povo e reconciliar todo o mundo» e apresentou-se como Rainha da Paz. Pedia insistentemente: «A paz deve reinar entre o homem e Deus e entre os homens.»

Na época havia muita tensão por causa do regime comunista e os jovens foram perseguidos e impedidos de voltar ao monte onde viam a Virgem. Ela, porém, sempre os fortaleceu. Com uma coroa de doze estrelas na cabeça, a bela Senhora encanta os videntes, que a contemplam como que hipnotizados.

As aparições de Medjugorje são as mais longas da história. Foram muito importantes durante o longo período de guerra civil na antiga Jugoslávia, pois mantiveram os católicos unidos e confiantes na busca da paz. Medjugorje não sofreu nenhuma ataque durante toda a guerra, o que fez a fé aumentar na região. O pedido insistente mereceu à Virgem de Medjugorje o título de "Rainha da Paz".

ORAÇÃO:

Ó minha Mãe! Mãe de bondade, amor e misericórdia! Amo-vos imensamente e ofereço-me a vós. Por meio da vossa bondade, do vosso amor e da vossa misericórdia, salvai-me! Desejo ser vosso. Amo-vos imensamente e desejo a vossa proteção. Do íntimo do coração, peço-vos, ó Mãe de bondade, concedei-me a vossa bondade, para que, por meio dela, eu alcance o céu. Peço-vos, pelo vosso imenso amor, que me concedais a graça de puder amar a cada um como amastes a Jesus Cristo. Peço-vos a graça de vos ser grato. Ofereço-me completamente a vós e desejo que estejais comigo em cada passo, porque vós sois a "Cheia de Graça". Desejo nunca me esquecer da vossa graça e, se eu a perder, peço-vos que a encontre de novo. Ámen.  

A devoção a Nossa Senhora do Patrocínio remonta ao século XVI, em Espanha, invadida pelos muçulmanos. A sofrer com as invasões, os espanhóis confiaram as suas vidas ao patrocínio – proteção, amparo, auxílio – de Nossa Senhora. Após a vitória, a devoção aumentou e a Virgem passou a ser invocada pelo exército e por todas as famílias cristãs. Em 1656, a pedido do rei Felipe IV, o Papa Alexandre VII estabeleceu em Espanha a festa dedicada ao Patrocínio de Maria.

ORAÇÃO:

Nossa Senhora, vinde em nosso auxílio. No vosso patrocínio confiamos nos momentos de fraqueza; no vosso amparo confiamos nos momentos de angústia; na vossa proteção confiamos contra os perigos; em vós encontramos sempre abrigo seguro e o auxílio necessário para todas as situações. Ámen.  

A devoção a Nossa Senhora da Paz nasceu na cidade de Toledo, em Espanha, no século XI. Ocupada pelo império árabe, Toledo teve o seu templo mariano transformado em mesquita e as imagens da Virgem profanadas. Após os cristãos, liderados pelo monarca Afonso, retomarem Toledo, a igreja continuou a ser mesquita dos mouros como parte de um acordo feito com o rei. Indignados, os cristãos saíram ás ruas para protestar e receberam o apoio da rainha. Correndo o risco de serem penalizados por desobediência ao rei, pediram à Virgem que lhe abrandasse o coração. Os próprios mouros suplicaram ao rei que perdoasse à rainha e ao arcebispo. O soberano atendeu ao pedido. Uma procissão rendeu graças à Virgem por ter trazido a paz a Toledo. Nesta ocasião foi instituída a festa de Nossa Senhora da Paz.

Em 1966, Nossa Senhora da Paz foi proclamada padroeira de El Salvador. Várias lendas cercam a imagem que hoje é venerada na cidade de São Miguel. A mais importante delas diz que, durante a guerra civil do século XVII, os soldados encontraram uma caixa perto do campo de batalha. Ao abri-la, viram uma imagem da Virgem em tamanho natural. Comovidos, os soldados abandonaram as lutas. Conta-se também que em 1833, após vencer o combate, o coronel Benitez, ao invés de punir os seus rivais, apenas se ajoelhou diante da imagem de Nossa Senhora da Paz, em São Miguel, e rezou. Depois deste episódio, a paz reinou na região.

ORAÇÃO:

Ó Maria, intercedei por nós a fim de que gozemos a paz com Deus e com o nosso próximo. Mostrai-nos o Salvador e colocai-O no nosso coração. Afastai para longe de nós os sentimentos de amor-próprio, inveja, maledicência e discórdia. Fazei-nos humildes na fartura, fortes nos sofrimentos, firmes na paciência e caridade e confiantes na divina Providência. Abençoai-nos, dirigindo os nossos passos no caminho da paz, da união e da mútua caridade, para que, formando aqui a vossa família, possamos no céu bendizer-vos e ao vosso divino Filho, por toda a eternidade. Assim seja.  

Em 17 de janeiro de 1871, num dia frio, com neve e já ao anoitecer, Eugénio Barbedette, de doze anos, e o seu irmão mais novo ajudavam a esmagar os talos de tojo para a ração do cavalo, em Pontmain, França. Ao olhar para o céu, Eugénio viu a figura de Nossa Senhora sobre a casa vizinha.

Chamou a atenção do irmão José, do pai e de uma senhora que ia a passar. Apenas o irmão pequeno de Eugénio viu a mesma coisa que ele via. «Oh, sim!», respondeu José, «vejo uma Senhora bela e grande, vestida com uma túnica azul brilhante, como as bolas de anil que usam para a roupa.» Tristemente, a Virgem olhava para o seu Filho na cruz.

A aparição durou cerca de três horas. Muitos moradores aproximaram-se, mas só as crianças viam a Virgem. Na imagem, surgiu uma inscrição: «Meus filhos, rezai. Deus vos ouvirá muito em breve. O meu Filho deixa-Se comover.» Afastado do local da visão de Pontmain, achava-se o general prussiano Schmidt com as suas tropas, que não conseguiram prosseguir em direção à vila. O bispo de Laval, monsenhor Wicart, um ano depois, em 2 de fevereiro de 1872, divulgou uma carta pastoral a aprovar o culto à Virgem da Esperança de Pontmain.

ORAÇÃO:

Querida Mãe, Senhora de Pontmain, que protegestes o povo durante o tempo de guerra, renovai em cada dia a nossa esperança. Que a nossa vida corresponda sempre às nossas orações. Ámen.  

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Em tempos de guerra e conflitos, Nossa Senhora era frequentemente invocada a fim de auxiliar o exército a alcançar a vitória. Daí surgir este título.

Em Portugal há diversas igrejas e um famoso mosteiro dedicado a esta devoção: o mosteiro da Batalha (ou mosteiro de Santa Maria da Vitória), construído no século XIV devido ao voto feito por D. João I, quando da batalha de Aljubarrota, contra os castelhanos.

No século XV, durante os conflitos com os mouros em Espanha, os frades penitentes Bernardino da Cropalati e Giacomo L´Espervier foram enviados para fortalecer e acalmar o rei que lutava para retomar Granada, último bastião ibérico ainda sob o domínio mouro. Três dias após a chegada dos missionários, os inimigos foram vencidos e expulsos do país. Era o dia 18 de agosto de 1487. Em ação de graças, o rei Fernando construiu uma capela em honra de Nossa Senhora da Vitória. Ao mesmo tempo, os dois religiosos receberam o nome de frades da Vitória.

ORAÇÃO:

Nossa Senhora da Vitória, se o vosso nome nos lembra a guerra, a discórdia e a desunião, a vossa vida enche-nos de esperança e de paz! Nossa Senhora da Vitória, no nosso mundo há tantas lutas! Os homens lutam por ideias, por bens, por fama, por ganância, por ódio e por ambição. Lutam sem saber porque lutam.

Mas vós, Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, que vivestes o silêncio de Nazaré; que vivestes a incerteza de Belém; que vivestes a angústia do desterro no Egito; que buscastes o vosso Filho entre os doutores no templo; que permanecestes de pé junto à cruz do Filho; que, no cenáculo, aguardastes a vinda do Espírito Santo; ensinai-nos a trabalhar pela paz. Ensina-nos a não retribuir o mal com o mal ou a violência. Ensina-nos, enfim, ó Virgem Maria, a perdoar. Ámen.