MATERNIDADE

Nossa Senhora de Belém apresenta-nos o nascimento de Jesus. A pobre jovem que chega à cidade de Belém e não tem onde ficar acaba por passar a noite com o seu marido num estábulo. Aí ela dá à luz o seu Filho. O Infante D. Henrique, muito devoto de Maria, construiu uma capela dedicada a Nossa Senhora de Belém, no Restelo, próximo de Lisboa.
Nossa Senhora de Belém é também a devoção que move a comunidade francesa de Belléan, onde existe um santuário. Conforme uma antiga tradição, as mulheres que se preparam para o casamento devem fazer uma peregrinação ao santuário a pé, sem rir nem conversar, nos dias 15 de agosto e 8 de setembro.
ORAÇÃO:
Na cidade de Belém destes à luz o nosso Salvador, ó Mãe querida, e por isso a cidade tornou-se abençoada. Fazei que Cristo renasça no coração de cada um de nós, a fim de sentirmos a mesma alegria que sentistes na humilde estalagem de Belém e também nós sejamos abençoados. Ámen.

A devoção a Nossa Senhora do Bom Parto é bastante compreensível, se pensarmos na medicina rudimentar que existia no passado. As mulheres grávidas colocavam os seus filhos sob a proteção da Virgem e pediam ajuda no momento do parto, muitas vezes complicado, que frequentemente levava à morte da mãe e/ou da criança. Ao longo dos séculos, a devoção, que surgiu em Portugal, difundiu-se pelo mundo. É também chamada Nossa Senhora do Ó e da Expectação.
ORAÇÃO:
Ó Maria Santíssima, vós, por especial privilégio de Deus, fostes isenta da mancha do pecado original e devido a este privilégio não sofrestes os incómodos da maternidade, nem no tempo da gravidez nem no parto; mas compreendeis perfeitamente as angústias e aflições das pobres mães que esperam um filho, especialmente nas incertezas do sucesso ou insucesso do parto.
Olhai para mim, vossa serva, que na aproximação do parto sofro angústias e incertezas. Dai-me a graça de ter um parto feliz. Fazei que o meu bebé nasça com saúde, forte e perfeito. Eu vos prometo orientar o meu filho sempre pelo caminho certo, o caminho que o vosso Filho, Jesus, traçou para todos: o caminho do bem. Virgem, Mãe do Menino Jesus, agora sinto-me mais calma e mais tranquila, porque já sinto a vossa maternal proteção. Ámen.

Em 1854, o Papa Pio IX proclamou o dogma da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, assumido como verdade de fé já em 1439 pelo Concílio de Basileia. Ainda mais antiga é a devoção popular que considera Maria livre de qualquer pecado. Maria é a nova Eva, Mãe da Humanidade, imaculada desde a conceção. O dogma foi enaltecido quatro anos depois, com a aparição da virgem em Lourdes, onde ela declarou ser a "Imaculada Conceição", aquela que foi preservada do pecado desde o momento em que foi concebida.
Regista-se que já em 836, em Toulouse, França, Nossa Senhora apareceu ao sacerdote Gondisalve, manifestando o desejo de ser venerada sob este título. O sacerdote procurou divulgar a devoção e instituiu a festa, atualmente celebrada no dia 8 de dezembro. Nossa Senhora da Conceição foi proclamada padroeira de Portugal pelo rei D. João IV, em 1646. A partir dessa data os reis não mais puseram a coroa real na cabeça, direito que passou a pertencer apenas à Excelsa Rainha, Mãe de Deus. É a padroeira principal de Portugal.
ORAÇÃO:
Virgem Santíssima, que fostes concebida sem o pecado original e por isso mereceis o título de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e por terdes evitado todos os outros pecados, o anjo Gabriel saudou-vos com as belas palavras: «Ave Maria, cheia de graça.» Nós vos pedimos que nos alcanceis do vosso divino Filho o auxílio necessário para vencermos as tentações e evitarmos os pecados; e já que vos chamamos Mãe, atendei com caminho maternal a este nosso pedido. E que assim possamos viver como dignos filhos vossos. Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós. Ámen.

A devoção a Nossa Senhora da Encarnação está intimamente ligada à Anunciação e ao dogma da Imaculada Conceição. Maria é a personagem fundamental na Encarnação do Verbo. Por ser a escolhida para acolher no seio o Filho de Deus, Maria tornou-se também a Mãe de todos nós. Uma das igrejas mais antigas a ela dedicadas data de 1588, em Leiria. No século XVIII foi totalmente reformada, sendo revestida de azulejos que imitam os do século XVI, destruídos durante a invasão francesa, e ganhou uma enorme escadaria que hoje serve para acolher os peregrinos. Os azulejos retratam a vida da Virgem Maria. No Chiado, em Lisboa, encontramos também uma igreja barroca a ela dedicada.
ORAÇÃO:
Deus, nosso Pai, que fizestes nascer da Virgem Mãe o Salvador prometido há tantos séculos, por vossa bondade, dai-nos a graça de O reconhecer em cada ser humano. Ele que é Deus Convosco na unidade do Espírito Santo. Ámen.

O Concílio de Toledo fixou em dezembro a festa da Expectação de Nossa Senhora. Expectação significa desejo de ver e saber, curiosidade, em referência à expectativa do nascimento de Jesus. Lembra os nove meses que a Virgem esperou pelo nascimento do Filho de Deus nela encarnado. Lembra também os séculos em que patriarcas e profetas anunciavam esse acontecimento inaudito. É a mesma Senhora do Ó, do Bom Parto e das Candeias.
ORAÇÃO:
Assim como vós aguardastes ansiosa, Senhora nossa, o nascimento do vosso Filho, todos nós aguardamos a chegada definitiva do Reino. Enquanto esse momento não chega, ajudai-nos a viver com fidelidade e fervor a mensagem evangélica. Por Cristo, nosso Mestre e Pastor. Ámen.

Segundo a tradição popular, num tempo de seca, no século XVI, uma pastorinha andava a chorar enquanto guardava o gado nas proximidades de Reguengo da Magueixa, diocese de Leiria. Apareceu, então, uma Senhora que lhe perguntou porque chorava. «Porque tenho fome e a minha mãe não tem pão na arca», respondeu a menina. A Senhora disse então para a pastorinha ir para casa e pedir à mãe que abrisse a arca e lá encontraria pão. Assim se deu.
De volta ao campo, a Senhora declarou que era a "Mãe de Deus" e desejava ser ali venerada. O povo tratou logo de construir uma capela e enquanto trabalhavam encontraram uma imagem da Senhora, próximo de uma fonte e de um tufo de fetos, daí surgindo o seu nome. Em 1585 foi construída uma igreja maior. A fonte sempre foi tida como milagrosa.
ORAÇÃO:
Ó Senhora de Fetal, aos vossos pés viemos louvar-vos, rainha de Portugal. Concedei o que vos pedimos: que não falte o pão na nossa mesa, nem a chuva ao lavrador; nem azeite à luz acesa, nem a graça ao pecador. Agora, nós vos fazemos uma promessa leal: nunca mais esquecermos a Senhora do Fetal!

Todas as fases da maternidade divina de Maria são homenageadas pelos devotos. Temos assim os títulos de Nossa Senhora da Anunciação, da Encarnação, do Bom Parto, do Ó, etc. Do mesmo modo surgiu a devoção a Nossa Senhora do Leite, ou da Lactação, pelo período que Maria amamentou o Filho de Deus, muito retratada pelos artistas da Idade Média e principalmente pelos renascentistas e barrocos, e já presente nos mosteiros do Egito no século VI. As mães hoje invocam Nossa Senhora do Leite no período da amamentação.
Na catedral de Braga encontramos uma imagem desta Senhora, tida como símbolo da cidade. A escultura é do século XVI, atribuída a Nicolau de Chanterenne.
ORAÇÃO:
Com grande alegria e dedicação, Senhora, amamentastes o Menino Jesus, preparando-O para a missão que o Pai Lhe tinha destinado. Fazei que hoje todas as mães possam amamentar os seus filhos, tornando-os mais fortes, imunes a infeções e a doenças. Abençoai também todas as crianças nesta fase de amamentação, seres frágeis e indefesos. Ámen.

É uma variante da devoção a Nossa Senhora da Divina Providência. Teve início em Itália, no século XIII, e difundiu-se prontamente pelo resto da Europa. Está associada a diversos aspetos de Maria: a proteção que ela dá ao mundo, a interceder pelos cristãos junto de Deus; a maternidade de Maria; a sua intercessão, que nos leva a confiar na Providência Divina. Em 1877, uma religiosa do convento de Roule, Paris, compôs a seguinte ladainha em louvor da Mãe da Divina Providência:
LADAINHA:
Pai Eterno, que sois nosso Pai, tende piedade de nós.
Jesus, Salvador das almas, tende piedade de nós.
Espírito Santo Consolador, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, Providência Divina, tende piedade de nós.
Mãe da Divina Providência, rogai por nós.
Mãe de graça e misericórdia, rogai por nós.
Mãe incomparavelmente amável, rogai por nós.
Mãe admirável, rogai por nós.
Estrela do mar, rogai por nós.
Torre de David, rogai por nós.
Consoladora dos aflitos, rogai por nós.
Saúde dos enfermos, rogai por nós.
Salvação dos pecadores, rogai por nós.
Porta do céu, rogai por nós.
Nosso refúgio, rogai por nós.
Nossa força, rogai por nós.
Nossa esperança, rogai por nós.
Nossa Mãe, rogai por nós.
Cordeiro de Deus que tirais
o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais
o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais
o pecado do mundo, tende piedade de nós, Senhor.
Rogai por nós, ó doce Mãe da Divina Providência, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos:
Senhor, nós vos suplicamos, defendei de todo o mal, por intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, esta família que se prostra diante de vós com fé e amor; por vossa misericórdia, livrai-a das perseguições e de todo o mal. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Ámen.

Em junho de 1993, Nossa Senhora apareceu a Marisa Rossi, em Roma. Nas suas mensagens, falou sobre a importância do sacramento da Eucaristia. Proclamou-se Mãe da Eucaristia e pediu: «Tenham muito amor ao meu Filho, ofereçam o próprio amor e felicidade a todas as pessoas. […] Falem sobre a Mãe da Eucaristia. A Mãe da Eucaristia encerra a história. Eu sou Mãe de Jesus, eu sou Mãe. Eu sou a Mãe da Eucaristia.» Estas aparições não são ainda reconhecidas oficialmente pela Igreja.
ORAÇÃO:
Na Eucaristia, fonte e cume da vida cristã, entramos em contacto com o corpo e sangue de Cristo, participando ativamente da sua missão. Concedei-nos, ó Mãe da Eucaristia, sermos sempre dignos de participar da comunhão desse corpo e sangue e merecermos tão grande dávida. Ámen.

O título de Mãe da Igreja foi proclamado pelo Papa Paulo VI, em 21 de novembro de 1964, durante o Concílio Vaticano II. Paulo VI dizia: «Para a glória da Virgem e para o nosso conforto, proclamamos Maria Mãe da Igreja, isto é, de todo o povo de Deus, tanto dos fiéis como dos pastores que lhe chamam Mãe Amorosíssima; e queremos que a Virgem seja doravante honrada e invocada por todo o povo cristão com este título suavíssimo.»
Maria sempre foi Mãe e modelo da Igreja. É Mãe porque deu o seu "sim" ao anúncio do anjo, colaborou no plano da salvação, acompanhou Jesus no seu ministério público e ouviu aos pés da cruz o próprio Jesus a dizer ao discípulo João: «Eis aí a tua Mãe.» (Jo 19,27) É modelo porque seguiu o seu Filho, esteve em oração com os discípulos, esteve disposta a receber o Espírito Santo, ouviu sempre o Pai e seguiu o seu plano de salvação.
ORAÇÃO:
Ó Deus, pelo vosso poder e bondade, a santíssima Virgem, fruto excelente da redenção, brilha como puríssima imagem da Igreja. Concedei ao vosso povo, peregrino na terra, que fixando nela os olhos, siga fielmente a Cristo, até chegar àquela plenitude de glória que com alegria contempla na Virgem Maria. Ámen.

O título Mãe de Misericórdia foi atribuído a Nossa Senhora pelo Papa Pio VII. Após o cativeiro imposto por Napoleão I, Pio VII coroou solenemente, com uma coroa de ouro, a Virgem Maria sob o título de Mater Misericordiae. A devoção difundiu-se posteriormente com a sua festa a ser celebrada no sábado antes do quarto domingo de julho. Este título é também invocado na oração da "Salva Rainha".
ORAÇÃO:
Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva. Por vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei. E depois deste desterro nos mostrais Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Ó clemente! Ó piedosa! Ó doce Virgem Maria!
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

No ano de 431, o Concílio de Éfeso proclamou solenemente o dogma da Maternidade Divina de Maria: ela é verdadeiramente Mãe de Cristo, que é verdadeiro Filho de Deus. Maria é, assim, a Teotókos – Mãe de Deus.
A tradição e a devoção a Nossa Senhora Mãe de Deus, no entanto é muito anterior ao Concílio: estava presente na vida das primeiras comunidades cristãs.
Foi a primeira festa mariana da Igreja ocidental.
O Concílio Vaticano II reforçou o dogma, afirmando que «Maria, filha de Adão, dando o seu consentimento à palavra divina, tornou-se Mãe de Jesus e, não retida por qualquer pecado, abraçou de todo o coração o desígnio salvador de Deus, consagrou-se totalmente, como escrava do Senhor, à pessoa e à obra de seu Filho, subordinada a Ele e juntamente com Ele, servindo pela graça de Deus omnipotente o mistério da Redenção.» (cf. Lumen Gentium, 56)
Ela é portanto Mãe de Deus e Mãe de toda a Humanidade redimida por Cristo.
ORAÇÃO:
Dai-me, Senhora Mãe de Deus, um pouco da vossa força para a minha fraqueza.
Um pouco da vossa coragem para o meu desalento.
Um pouco da vossa compreensão para o meu problema.
Um pouco da vossa plenitude para o meu vazio.
Um pouco da vossa rosa para o meu espinho.
Um pouco da vossa certeza para a minha dúvida.
Um pouco do vosso Sol para o meu inverno.
Um pouco da vossa disponibilidade para o meu cansaço.
Um pouco do vosso rumo infinito para o meu extravio.
Um pouco da vossa neve para o meu barro.
Um pouco da vossa serenidade para a minha inquietude.
Um pouco da vossa chama para o meu gelo.
Um pouco da vossa luminosidade para a minha noite.
Um pouco da vossa alegria para a minha tristeza.
Um pouco da vossa sabedoria para a minha ignonância.
Um pouco do vosso amor para o meu rancor.
Um pouco da vossa pureza para o meu pecado.
Um pouco da vossa vida para a minha morte.
Um pouco da vossa transparência para o meu escuro.
Um pouco do vosso Filho de Deus para este vosso filho pecador.
Com todos esses "poucos", Senhora, eu terei tudo.
E assim seja, eternamente, com Cristo na glória. Aleluia!

Mãe Rainha Três Vezes Admirável é o nome mais popular da devoção de Nossa Senhora de Schoenstatt. Teve início na Alemanha com o padre José Kentenich, em 1912. A imagem que representa a Mãe Rainha, presente em diversos santuários e lares do mundo, foi pintada pelo italiano Crosio, em 1915. Maria é três vezes admirável pela tríplice graça que concede aos seus devotos: a graça do abrigo espiritual, a graça da transformação interior e a graça da missão e da fecundidade apostólica.
ORAÇÃO:
Ó Senhora minha, ó minha Mãe, eu me ofereço todo a vós. E, em prova da minha devoção para convosco, vos consagro neste dia/nesta noite os meus olhos, os meus ouvidos, a minha boca, o meu coração e inteiramente todo o meu ser. E, porque assim sou vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade vossa. Lembrai-vos de que vos pertenço, terna Mãe, Senhora nossa, guardai-me e defendei-me como coisa própria vossa. Confio no vosso poder e na vossa bondade. Confio em toda e qualquer situação no vosso Filho e na vossa proteção. Ámen.

Nossa Senhora do Ó é uma variação da devoção a Nossa Senhora do Bom Parto e da Expectação. Nos dias que antecedem o Natal, 17 e 23 de dezembro, os católicos rezam mais intensamente em louvor de Deus, lembrando o nascimento do seu Filho entre nós. As orações do Ofício Divino começam sempre com os vocativos Ó sabedoria, Ó Sol Nascente, etc. Daí o título de Nossa Senhora do Ó, em referência às sete antífonas do Ó. A devoção a Nossa Senhora do Ó surgiu no século VII, no Concílio de Toledo, porém, as primeiras imagens de Maria grávida surgiram apenas no século XIV. Foi sempre invocada pelas gestantes, que entregam os seus filhos aos cuidados maternos de Maria. Alguns identificam-na também com Nossa Senhora da Esperança. Na catedral de Évora encontramos uma bela imagem desta Senhora.
ORAÇÃO:
Ó... Ó Libertação, pelo Espírito Santo consagrada, boa nova trouxestes aos oprimidos, confortastes os corações sofridos. Os cativos por vós serão livrados, vinde libertar este povo acorrentado e o tempo da dor será esquecido. Vem, ó Filho de Maria, já se acende a estrela guia. Quanta cede, quanta espera! Quando chega aquele dia?

Além da devoção a Nossa Senhora do Bom Parto, é bastante popular entre as famílias que aguardam o nascimento de um filho a devoção a Nossa Senhora Protetora dos Nascituros. Ambos os títulos surgiram a partir do reconhecimento das dificuldades que envolveram a gestação e o parto de Jesus. Há referências também à ajuda que Maria deu à sua prima Isabel, grávida de João Batista. Maria protege hoje as mulheres que vivem a mesma experiência que ela viveu há mais de dois mil anos.
ORAÇÃO:
Senhora e Mãe nossa, é com santa angústia e zelo fraterno que nos dirigimos a vós, amiga e defensora de todas as crianças, nascidas e por nascer. Vós fostes "a toda a pressa" para santificar, com a presença do vosso Filho, uma criança que estava prestes a nascer. Cuidastes de tudo, com carinho e desvelo de Mãe. Agora, queremos invocar-vos como Protetora dos Nascituros. Vinde depressa em socorro de todos os nascituros, levando-lhes, com o vosso Filho, Jesus, a certeza e a garantia da vida, de sobrevivência digna, de acolhimento num lar afetuoso e de merecida educação. Vós podeis fazê-lo, porque levais Jesus convosco e porque «para Deus nada é impossível» (Lc 1,37). Antecipadamente, ó Mãe e Protetora dos Nascituros, agradecemos-vos esse imenso favor. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Ámen!

Desde o início do Cristianismo, Nossa Senhora é invocada com o título "da Purificação". Esta sua festa é celebrada no dia da Apresentação do Senhor, por estar intimamente associada a esse facto. Segundo a lei mosaica, todo o filho varão devia ser apresentado no templo, quarenta dias depois do nascimento. A celebração marcaria a "purificação" da mãe, considerada impura após o parto. Mesmo não sujeita a esta lei, pois não tinha pecados, Maria submeteu-se ao ritual e foi ao templo para apresentar o Menino.
A celebração denominava-se também "das Candeias", em referência às palavras do profeta Simeão, que ao ver Jesus disse: «Os meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações.» (Lc 2,30-32)
Desde o século VII, quando foi instituída a festa pelo Papa Sérgio I, surgiu a tradição das procissões das velas neste dia.
ORAÇÃO:
Ó Maria, mesmo sem estardes manchada pelo pecado e pela impureza, aguardastes o tempo previsto na lei para apresentar o Menino no Templo. Ajudai-nos a ser fiéis aos mandamentos de Deus e pacientes no cumprimento das nossas obrigações. Por Cristo, Nosso Senhor. Ámen.

De entre as várias invocações marianas, algumas destacam o espírito materno da Virgem, que tranquiliza, afaga, dá ternura. O olhar meigo e os gestos serenos de Maria conduzem Jesus ao repouso. Hoje todos nós recorremos a ela para encontrar a serenidade, o repouso físico e espiritual. Buscamos vida calma, sem aquela agitação na qual normalmente estamos envolvidos. Maria é quem nos dá esse "repouso espiritual".
ORAÇÃO:
Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria,
que nunca se ouviu dizer que algum
daqueles que tenha recorrido à Vossa protecção,
implorado a Vossa assistência e reclamado o Vosso socorro,
fosse por Vós desamparado.
Animado eu, pois, de igual confiança,
a Vós, Virgem entre todas singular,
como a Mãe recorro, de Vós me valho,
e, gemendo sob o peso dos meus pecados,
me prostro aos Vossos pés. (fazer o pedido)
Não desprezeis as minhas súplicas,
ó Mãe do Filho de Deus humanado,
mas dignai- Vos de as ouvir propícia
e de me alcançar o que Vos rogo. Ámen

