LUZ (ILUMINAÇÃO)

Candeia é uma espécie de lamparina ou vela alimentada por óleo combustível, muito comum no tempo em que não havia energia elétrica. Há duas tradições para o título de Nossa Senhora das Candeias. Uma identifica-a com Nossa Senhora da Purificação, que lembra a apresentação de Jesus no templo, quando Maria cumpriu o rito de purificação. Nesta festa de apresentação costuma realizar-se uma procissão com velas; daí o nome "das candeias".

Uma tradição diferente associa este título a Nossa Senhora da Candelária, padroeira das Ilhas Canárias, por causa do milagre acontecido no momento em que a imagem foi encontrada no local: várias candeias estavam a ser seguradas por anjos, seres invisíveis. É a mesma Senhora da Expectação, da Purificação, da Candelária, da Luz.

ORAÇÃO:

Valha-nos, ó Deus, a intercessão da sempre Virgem Maria, para que, livres de todos os perigos, vivamos na vossa paz. Ámen.  

Segundo a tradição, a imagem de Nossa Senhora da Candelária foi encontrada sobre uma rocha, numa gruta em Chimisay, na ilha de Tenerife, no século XIV. Os dois pastores que encontraram a imagem avisaram prontamente os moradores. Quando voltaram ao local, encontraram várias candeias (velas) seguradas por seres invisíveis que entoavam hinos à Virgem. Daí surgiu o nome da Candelária e as variações "Candeias" e "Luz", atribuídas anos depois por um missionário espanhol.

A imagem original foi perdida no ano 1826, depois de uma inundação no santuário. No entanto, o povo construiu outra igreja e uma nova imagem foi esculpida, igual à original, que tem o Menino no braço direito e uma candeia na mão esquerda. Em 1867, a pedido do bispo das Canárias, Lluch y Garriga, o Papa Pio IX declarou Nossa Senhora da Candelária como padroeira de todo o arquipélago.

ORAÇÃO:

A luz que brota de vós, querida Mãe, ilumina o nosso caminho rumo a Deus. Que a vossa intercessão nos livre de todos os perigos e males do mundo e nos conduza à paz e ao amor necessários para vivermos felizes e tranquilos. Ámen.  

Presente desde o início do Cristianismo, esta devoção foi oficialmente reconhecida em 656, no Concílio de Toledo. Em França existe o santuário mais antigo a ela dedicado, construido no ano 930.

De Espanha, o culto chegou a Portugal, onde se popularizou durante o período das grandes navegações. Os marinheiros invocavam a Virgem da Esperança para que os protegesse dos perigos nos mares desconhecidos. Na primeira missa celebrada no Brasil, em 26 de abril de 1500, havia sobre o altar uma imagem de Nossa Senhora da Esperança, que acompanhava a expedição de Pedro Álvares Cabral, levada no navio por Frei Henrique de Coimbra. Diz-se que esta imagem é a que hoje se encontra na Igreja da Sagrada Família, em Belmonte.

ORAÇÃO:

Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria, Senhora da Esperança, vós sois a nossa advogada perante Deus. Na minha fraqueza e no meu desânimo, apelo para os tesouros da vossa misericórdia e bondade. A vós recorro, cheio de esperança, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Abençoai as nossas famílias, protegei os nossos jovens, adultos e crianças. Amparai a nossa Pátria. Dai-nos saúde de corpo e alma e alcançai-nos a graça de que tanto necessitamos […].

Aumentai a nossa fé, esperança e caridade, para sermos dignos das promessas de Cristo. Ámen.  

A imagem de Nossa Senhora da Evangelização chegou a Lima, no Peru, em 1540, presenteada por Carlos V, rei de Espanha. Sob o olhar da Virgem, a Igreja peruana e latino-americana ganhou força para propagar o Evangelho no continente, especialmente do território que vai da Nicarágua ao cabo de Hornos, no Peru.

Também teve participação na independência do Peru, em 1821, sendo a ela solenemente entoado o Te Deum, após a declaração da independência pelo general San Martin. Em 1985, o Papa João Paulo II, em visita ao Peru, declarou-a padroeira da nação, colocando na imagem uma rosa de ouro.

O título "da Evangelização", no entanto, não existe desde o inicio da devoção mariana no Peru. Foi dado à pouco tempo, em homenagem aos grandes méritos na evangelização da América conseguidos com a intercessão da Virgem.

«Que Nossa Senhora da Evangelização nos acompanhe e guie no caminho da nova evangelização. Ajude-nos a ser sempre testemunhas do Evangelho da salvação.» (Papa João Paulo II)

ORAÇÃO:

Nossa Senhora, que acompanhastes os Apóstolos após receberem a missão de evangelizar todos os povos e fortalecestes os missionários em nossas terras, sustentai hoje todas as iniciativas de evangelização. Protegei os missionários, os sacerdotes e religiosos, os catequistas e todos os agentes de pastoral, que continuam hoje o trabalho de evangelização, a exemplo dos Apóstolos. Ámen.  

A devoção a Nossa Senhora da Glória está associada ao dogma da Assunção de Maria ao Céu, ou seja, da sua glorificação e coroação como Rainha da Glória. Os principais elementos celebrados nesta devoção aparecem no Rosário, quando rezamos os "mistérios gloriosos" (da Glória), associando a missão de Maria à de Cristo. Os mistérios são: a ressurreição de Jesus, a ascensão de Jesus, a descida do Espírito, a assunção de Maria e a coroação de Maria.

ORAÇÃO:

Ó dulcíssima soberana, Rainha da Glória, bem sabemos que somos pobres pecadores. Sabemos também que a vossa grandeza não vos faz esquecer a nossa miséria e, no meio de tanta glória, a vossa compaixão, longe de diminuir, aumenta cada vez mais para connosco. Do alto desse trono, onde reinais sobre todos os anjos e santos, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos. Vede a quantas tempestades e mil perigos estaremos, sem cessar, expostos até ao fim da nossa vida!

Pelos merecimentos de vossa bendita morte obtende-nos o aumento da fé, da confiança e da santa perseverança na amizade com Deus, para que possamos, um dia, ir beijar vossos pés e unir as nossas vozes às dos espíritos celestes, para cantar a vossa glória eternamente no céu. Assim seja.

Em julho de 1480, Nossa Senhora apareceu a Donato Nutitni e Cornélia Vangelistei, ambos com doze anos. As crianças levavam o rebanho para pastar nas margens do rio Davena, em Bolonha, Itália, e foram convidadas pela Virgem a consagrarem-se como religiosos. No local da aparição foi edificada uma igreja e colocada uma imagem feita de acordo com a visão das crianças. Misteriosamente, o quadro foi encontrado diversas vezes na outra margem do rio. Os devotos viram neste facto um sinal de Maria e construíram aí uma capela. O atual santuário abraça as duas margens do rio. É também chamada Nossa Senhora da Elevada Graça ou Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.

ORAÇÃO:

Nossa Senhora das Graças, fazei que esses raios luminosos que irradiam das vossas mãos virginais iluminem a minha inteligência para melhor conhecer o bem, e preencham o meu coração com vivos sentimentos de fé, esperança e caridade. Vós sabeis quais são as graças mais necessárias para nós; mas eu vos peço, de maneira especial, que me concedais esta que vos peço com todo o fervor da minha alma (pedir a graça). Jesus é todo-poderoso e vós sois a Mãe d´Ele; por isso, Nossa Senhora das Graças, em vós confio e espero alcançar o que vos peço. Ámen. 

Joana era uma jovem pastora muda da região de Sernancelhe. Viveu no século XV e tinha o costume diário de se ajoelhar e rezar em frente de uma pequena imagem da Virgem que encontrara e que trazia sempre consigo. Durante o inverno, como não podia sair de casa, Joana fazia o mesmo ritual diante da lareira. Certo dia, sua mãe, furiosa, lançou a imagem ao fogo. Nesse instante, dois milagres aconteceram: as chamas pareciam afastar-se da imagem para não a queimarem; e Joana gritou: «Ó minha mãe! Não a queimes, é a Senhora da Lapa!» Atónita, a mãe tenta tirar a imagem do fogo, mas não consegue. A filha, então, fala novamente: «Encontrei esta linda imagem no ponto mais alto da serra, escondida no fundo de uma lapa dos maiores penedos que aí se encontravam, quase impossível de se lá entrar. Brilhava no interior da lapa com um fulgor estranho e de lá retirei a minha companheira inseparável. Ela deu-me a fala. É a minha Nossa Senhora da Lapa!»

ORAÇÃO:

Nossa Senhora da Lapa, que há mais de quinhentos anos aparecestes numa imagem humilde à pastora Joana, a quem devolvestes o dom da fala e, na gruta rochosa, fizestes descer tantas graças de Deus sobre a Humanidade, sede sempre a estrela que brilha na nossa vida. Mãe Admirável, volvei para nós o vosso olhar bondoso e atendei-nos em todas as nossas necessidades. Dai a paz ao mundo, protegei as nossas famílias, amparai-nos nas horas de aflição e aumentai a nossa fé. Ámen.

A origem desta devoção está associada à apresentação de Jesus no templo, quando Simeão reconhece Jesus como «luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel» (Lc 2,32). Também recebe o nome de Candeias, devido à candeia levada por Maria ao apresentar-se no templo com o Menino Jesus. Denomina-se também "Purificação de Maria", que na ocasião cumpria a lei mosaica.

Um facto ocorrido com o Português Pedro Martins, no século XV, reforçou a devoção a Nossa Senhora da Luz. Preso por piratas, Martins rezava incessantemente enquanto em Portugal todos viam uma estranha luz a surgir numa fonte. Em sonhos, a Virgem da Luz disse a Martins que no dia seguinte ele acordaria na sua terra, mas como agradecimento deveria procurar uma imagem perdida e construir no local uma igreja. A imagem fora encontrada exactamente na fonte da "luz".

ORAÇÃO:

Ó querida e gloriosa padroeira, Nossa Senhora da Luz, fomos, pela divina Providência, colocados sob a vossa especial proteção e com isso nos alegramos e nos sentimos honrados. Dignai-vos a conceder uma centelha da vossa luz, que nos ilumine a mente e nos abrase o coração, a fim de sempre mais e melhor conhecermos e amarmos a Jesus, vosso Divino Filho. Ámen.  

Nossa Senhora do Ó é uma variação da devoção a Nossa Senhora do Bom Parto e da Expectação. Nos dias que antecedem o Natal, 17 e 23 de dezembro, os católicos rezam mais intensamente em louvor de Deus, lembrando o nascimento do seu Filho entre nós. As orações do Ofício Divino começam sempre com os vocativos Ó sabedoria, Ó Sol Nascente, etc. Daí o título de Nossa Senhora do Ó, em referência às sete antífonas do Ó. A devoção a Nossa Senhora do Ó surgiu no século VII, no Concílio de Toledo, porém, as primeiras imagens de Maria grávida surgiram apenas no século XIV. Foi sempre invocada pelas gestantes, que entregam os seus filhos aos cuidados maternos de Maria. Alguns identificam-na também com Nossa Senhora da Esperança. Na catedral de Évora encontramos uma bela imagem desta Senhora.

ORAÇÃO:

Ó... Ó Libertação, pelo Espírito Santo consagrada, boa nova trouxestes aos oprimidos, confortastes os corações sofridos. Os cativos por vós serão livrados, vinde libertar este povo acorrentado e o tempo da dor será esquecido. Vem, ó Filho de Maria, já se acende a estrela guia. Quanta cede, quanta espera! Quando chega aquele dia?

No século XV, um monge francês viu em sonhos a imagem de Nossa Senhora cercada de luz, no alto de um monte. Durante anos, procurou o lugar, uma serra muito íngreme no norte de Espanha, chamada Penha de França, onde edificou uma capela. Característica comum à maioria dos templos dedicados a Nossa Senhora da Penha é estarem no alto de montes, como na imagem original do monge francês.

ORAÇÃO:

Ó Maria Santíssima, Senhora da Penha, em cujas mãos depositou Deus todos os tesouros da sua graça, constituindo-vos amorosa e larguíssima dispensadora, a todos os que a vós recorrem com viva fé. Eis-me cheio de esperança no vosso eficaz patrocínio, a solicitar, humildemente, a vossa proteção e amparo. Consolai-me pois, ó amorosíssima Senhora, com as vossas graças que tão insistentemente peço, a fim de continuar a honrar-vos na terra, com meu cordial reconhecimento até que possa, um dia, no céu, mais dignamente agradecer-vos todos os benefícios recebidos, pelos séculos dos séculos. Assim seja.  

Desde o início do Cristianismo, Nossa Senhora é invocada com o título "da Purificação". Esta sua festa é celebrada no dia da Apresentação do Senhor, por estar intimamente associada a esse facto. Segundo a lei mosaica, todo o filho varão devia ser apresentado no templo, quarenta dias depois do nascimento. A celebração marcaria a "purificação" da mãe, considerada impura após o parto. Mesmo não sujeita a esta lei, pois não tinha pecados, Maria submeteu-se ao ritual e foi ao templo para apresentar o Menino.

A celebração denominava-se também "das Candeias", em referência às palavras do profeta Simeão, que ao ver Jesus disse: «Os meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações.» (Lc 2,30-32)

Desde o século VII, quando foi instituída a festa pelo Papa Sérgio I, surgiu a tradição das procissões das velas neste dia.

ORAÇÃO:

Ó Maria, mesmo sem estardes manchada pelo pecado e pela impureza, aguardastes o tempo previsto na lei para apresentar o Menino no Templo. Ajudai-nos a ser fiéis aos mandamentos de Deus e pacientes no cumprimento das nossas obrigações. Por Cristo, Nosso Senhor. Ámen.  

«Eu sou a Virgem da Revelação», disse Nossa Senhora numa aparição em Roma, no dia 12 de abril de 1947. O vidente, Bruno Cornacchiola, era um grande opositor da Igreja. Fez de tudo para combater a fé católica, tentando denegrir inclusive a imagem da Virgem. Lutou em Espanha ao lado dos comunistas; de volta a Itália, procurava difundir a ideia de que Maria não era virgem, nem imaculada, nem elevada aos céus.

Bruno brincava com os seus filhos perto de Tre Fontane, local de Roma onde se deu o martírio do Apóstolo Paulo. A Virgem apareceu primeiro aos seus filhos e por último a ele. Chocado, percebeu que tudo o que fizera não tinha sentido. Viu a Virgem com uma Bíblia na mão, sinal de que os dogmas da Virgindade, da Imaculada Conceição e da Assunção têm fundamentos bíblicos, são verdades reveladas. Facto curioso é que dez anos antes, no mesmo local, a Virgem aparecera a Luigina Sinapi e disse que voltaria ali para converter alguém que lutava contra a Igreja e planeava matar o Papa. Quando Pio XII soube da conversão, logo o associou à profecia anterior.

ORAÇÃO:

Nossa Senhora da Revelação, que os dogmas da vossa Virgindade, Assunção e Imaculada Conceição sejam para todos sinais da vossa santidade e íntima participação no projeto salvífico de Deus. Iluminai-nos através da Palavra do vosso Filho, para que saibamos viver cada vez melhor a fé cristã. Ámen.  

Na Idade Média, os vassalos ofereciam coroas de flores aos soberanos em sinal de submissão. Os cristãos adotaram esse costume para homenagear Maria, oferecendo-lhe a tríplice coroa de rosas que recorda as suas alegrias, dores e glórias ao lado do seu Filho, Jesus. Hoje acrescenta-se a coroa das "luzes". Durante o período das cruzadas, Nossa Senhora do Rosário passou a ser a protetora nas batalhas. Um dos maiores feitos a ela atribuídos é a proteção na batalha de Lepanto, em 1571. Espanha, Veneza e a Igreja combateram as tropas muçulmanas. A vitória foi atribuída a Nossa Senhora do Rosário. O dia 7 de outubro foi marcado para festejar a vitória.

Inicialmente chamada Festa de Santa Maria da Vitória (instituída por Pio V, em 1571), foi mudada por Gregório XIII, em 1573, para Festa de Nossa Senhora do Rosário. É uma das devoções mais difundidas em Portugal.

ORAÇÃO:

Nossa Senhora do Rosário, dai a todos os cristãos a graça de compreender a grandiosidade da devoção do Santo Rosário, na qual, à recitação da Ave-Maria se junta a profunda meditação dos santos mistérios da vida, morte e Ressurreição de Jesus, vosso Filho e nosso Redentor. São Domingos, apóstolo do Rosário, acompanhai-nos com a vossa bênção, na recitação do Terço, para que, por meio desta devoção a Maria, cheguemos mais depressa a Jesus e, como na batalha de Lepanto, Nossa Senhora do Rosário nos leve à vitória em todas as lutas da vida. Por seu Filho, Jesus Cristo, na unidade do Pai e do Espírito Santo. Ámen.

MISTÉRIOS DO ROSÁRIO:

MISTÉRIOS DA ALEGRIA: (segunda-feira e sábado)

Recordam o nascimento do Menino Jesus e a sua infância: 1. Anunciação do anjo Gabriel a Maria (Lc 1,26-39); 2. Visita de Maria a sua prima Isabel (Lc 1,39-56); 3. Nascimento de Jesus em Belém (Lc 2,1-15); 4. Apresentação de Jesus no templo (Lc 2,22-33); 5. Encontro do Menino Jesus no templo, entre os doutores (Lc 2,42-52).

MISTÉRIOS DA LUZ: (quinta-feira)

Recordam a vida e as ações de Jesus no meio do povo: 1. Jesus é batizado no rio Jordão (Mt 3,13-16); 2. Revelação de Jesus nas bodas de Caná (Jo 2,1-12); 3. Jesus anuncia o Reino de Deus (Mc 1,14-21); 4. Transfiguração de Jesus no monte Tabor (Lc 9,28-36); 5. Jesus institui a Eucaristia (Mt 26,26-29).

MISTÉRIOS DA DOR: (terça e sexta-feira)

Recordam os momentos de dor e sofrimento de Jesus ao ser preso e condenado: 1. Oração e agonia de Jesus no jardim das Oliveiras (Mc 14,32-43); 2. Flagelação de Jesus (Jo 18,38-40); 3. Jesus é coroado de espinhos (Mt 27,27-32); 4. Jesus carrega a cruz para o Calvário (Lc 23,20-32); 5. Crucificação e morte de Jesus (Lc 23,33-47).

MISTÉRIOS DA GLÓRIA: (quarta-feira e domingo)

Celebram a salvação e a alegria, a vida nova que Jesus nos dá: 1. Ressurreição de Jesus (Mc 16,1-8); 2. Ascensão de Jesus ao céu (At 1,4-11); 3. Descida do Espírito Santo (At 2,1-3); 4. Assunção de Maria ao céu; 5. A coroação de Nossa Senhora.

É o título de Nossa Senhora invocada na cidade de Bérgamo, em Itália. Conta-se que a origem da devoção está ligada a um episódio ocorrido com dois comerciantes da cidade. Quando voltavam para casa, estando já muitos escuro, enganaram-se no caminho e foram parar a um bosque muito perigoso. Ao tomar conhecimento da situação, puseram-se de joelhos a rezar à Virgem. Viram então uma luz a indicar o caminho para sair da mata. Chegados à cidade, viram novamente a luz, que depois tomou os traços da Virgem, sobre várias rosas. Não tardaram a construir ali um santuário, em agradecimento por tê-los livrado do perigo. O Papa Martinho V dedicou o santuário a Nossa Senhora das Rosas e Leão XIII estendeu a festa a toda a diocese de Bérgamo, fixando-a no terceiro domingo do Pentecostes.

ORAÇÃO:

Na escuridão mostrastes o caminho certo que os comerciantes de Bérgamo deveriam seguir para fugir do perigo. Igualmente, Senhora das Rosas, apontai-nos hoje a direção que devemos tomar para ir ao encontro do vosso amor e do Reino de Deus. Por Cristo, Nosso Senhor. Ámen.  

Sob o título de Nossa Senhora de Todos os Povos, a Virgem apareceu diversas vezes, entre 25 de março de 1945 e 31 de maio de 1958, em Amesterdão, na Holanda. Ida Peedeman foi quem recebeu as mensagens de Maria a respeito da proclamação do seu título de "Corredentora, Medianeira e Advogada". Nas mensagens, Nossa Senhora esclareceu a sua missão no mundo e o poder do rosário; e pediu que se rezasse para se conservar a paz entre todos os povos e pelo perdão dos pecados.

A Senhora aparece sobre um globo e com uma cruz nas costas. Chamou a atenção da Igreja para que não ande por caminhos obscuros na evangelização diante da modernidade. Convocou todos os povos e raças a unirem-se ao redor da única cruz de Cristo e de sua Mãe, para conseguir a salvação e a libertação de todo o mal.

A oração abaixo foi deixada pela Virgem numa das aparições, a pedir que fosse divulgada em todo o mundo. Existem também as variações Nossa Senhora de Todos os Cristãos, de Todo o Mundo, de Todos os Santos.

ORAÇÃO:

Senhor Jesus Cristo, Filho do Pai, enviai agora o vosso Espírito sobre a terra. Fazei habitar o Espírito Santo nos corações de todos os povos, a fim de que sejam preservados da corrupção, da calamidade e da guerra. Que a Senhora de Todos os Povos, Maria, seja a nossa advogada. Ámen.