LETRA M

A devoção a Nossa Senhora de Madhu nasceu no Norte do Sri Lanka há mais de 450 anos. Foi especialmente cara durante o tempo da guerra civil que assolou o país há poucos anos. A imagem da Virgem e o seu santuário foram um forte símbolo de paz e união, servindo para agregar o povo a fim de acabar com os conflitos e para dar força nos momentos de maior dor e medo. Na promoção da paz e da reconciliação, os bispos iniciaram uma peregrinação da imagem pelo país. Todos os povos do Sri Lanka, unidos pela fé em Nossa Senhora de Madhu, perceberam que a comunhão é possível.

ORAÇÃO:

De vós nos vem a paz e a fraternidade, querida Mãe. Assim como o povo do Sri Lanka, reunido no vosso santuário e sob a vossa proteção, Ámenizou o seu sofrimento durante a guerra, queremos nós hoje buscar em vós auxílio para viver em harmonia e paz na nossa comunidade e em todo o nosso país. Ámen.  

É uma variante da devoção a Nossa Senhora da Divina Providência. Teve início em Itália, no século XIII, e difundiu-se prontamente pelo resto da Europa. Está associada a diversos aspetos de Maria: a proteção que ela dá ao mundo, a interceder pelos cristãos junto de Deus; a maternidade de Maria; a sua intercessão, que nos leva a confiar na Providência Divina. Em 1877, uma religiosa do convento de Roule, Paris, compôs a seguinte ladainha em louvor da Mãe da Divina Providência:

LADAINHA:

Pai Eterno, que sois nosso Pai, tende piedade de nós.

Jesus, Salvador das almas, tende piedade de nós.

Espírito Santo Consolador, tende piedade de nós.

Santíssima Trindade, Providência Divina, tende piedade de nós.

Mãe da Divina Providência, rogai por nós.

Mãe de graça e misericórdia, rogai por nós.

Mãe incomparavelmente amável, rogai por nós.

Mãe admirável, rogai por nós.

Estrela do mar, rogai por nós.

Torre de David, rogai por nós.

Consoladora dos aflitos, rogai por nós.

Saúde dos enfermos, rogai por nós.

Salvação dos pecadores, rogai por nós.

Porta do céu, rogai por nós.

Nosso refúgio, rogai por nós.

Nossa força, rogai por nós.

Nossa esperança, rogai por nós.

Nossa Mãe, rogai por nós.

Cordeiro de Deus que tirais

o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor.

Cordeiro de Deus que tirais

o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.

Cordeiro de Deus que tirais

o pecado do mundo, tende piedade de nós, Senhor.

Rogai por nós, ó doce Mãe da Divina Providência, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos:

Senhor, nós vos suplicamos, defendei de todo o mal, por intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, esta família que se prostra diante de vós com fé e amor; por vossa misericórdia, livrai-a das perseguições e de todo o mal. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Ámen.  

Em junho de 1993, Nossa Senhora apareceu a Marisa Rossi, em Roma. Nas suas mensagens, falou sobre a importância do sacramento da Eucaristia. Proclamou-se Mãe da Eucaristia e pediu: «Tenham muito amor ao meu Filho, ofereçam o próprio amor e felicidade a todas as pessoas. […] Falem sobre a Mãe da Eucaristia. A Mãe da Eucaristia encerra a história. Eu sou Mãe de Jesus, eu sou Mãe. Eu sou a Mãe da Eucaristia.» Estas aparições não são ainda reconhecidas oficialmente pela Igreja.

ORAÇÃO:

Na Eucaristia, fonte e cume da vida cristã, entramos em contacto com o corpo e sangue de Cristo, participando ativamente da sua missão. Concedei-nos, ó Mãe da Eucaristia, sermos sempre dignos de participar da comunhão desse corpo e sangue e merecermos tão grande dávida. Ámen.  

O título de Mãe da Igreja foi proclamado pelo Papa Paulo VI, em 21 de novembro de 1964, durante o Concílio Vaticano II. Paulo VI dizia: «Para a glória da Virgem e para o nosso conforto, proclamamos Maria Mãe da Igreja, isto é, de todo o povo de Deus, tanto dos fiéis como dos pastores que lhe chamam Mãe Amorosíssima; e queremos que a Virgem seja doravante honrada e invocada por todo o povo cristão com este título suavíssimo.»

Maria sempre foi Mãe e modelo da Igreja. É Mãe porque deu o seu "sim" ao anúncio do anjo, colaborou no plano da salvação, acompanhou Jesus no seu ministério público e ouviu aos pés da cruz o próprio Jesus a dizer ao discípulo João: «Eis aí a tua Mãe.» (Jo 19,27) É modelo porque seguiu o seu Filho, esteve em oração com os discípulos, esteve disposta a receber o Espírito Santo, ouviu sempre o Pai e seguiu o seu plano de salvação.

ORAÇÃO:

Ó Deus, pelo vosso poder e bondade, a santíssima Virgem, fruto excelente da redenção, brilha como puríssima imagem da Igreja. Concedei ao vosso povo, peregrino na terra, que fixando nela os olhos, siga fielmente a Cristo, até chegar àquela plenitude de glória que com alegria contempla na Virgem Maria. Ámen.  

O título Mãe de Misericórdia foi atribuído a Nossa Senhora pelo Papa Pio VII. Após o cativeiro imposto por Napoleão I, Pio VII coroou solenemente, com uma coroa de ouro, a Virgem Maria sob o título de Mater Misericordiae. A devoção difundiu-se posteriormente com a sua festa a ser celebrada no sábado antes do quarto domingo de julho. Este título é também invocado na oração da "Salva Rainha".

ORAÇÃO:

Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva. Por vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei. E depois deste desterro nos mostrais Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Ó clemente! Ó piedosa! Ó doce Virgem Maria!

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.

Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

No ano de 431, o Concílio de Éfeso proclamou solenemente o dogma da Maternidade Divina de Maria: ela é verdadeiramente Mãe de Cristo, que é verdadeiro Filho de Deus. Maria é, assim, a Teotókos – Mãe de Deus.

A tradição e a devoção a Nossa Senhora Mãe de Deus, no entanto é muito anterior ao Concílio: estava presente na vida das primeiras comunidades cristãs.

Foi a primeira festa mariana da Igreja ocidental.

O Concílio Vaticano II reforçou o dogma, afirmando que «Maria, filha de Adão, dando o seu consentimento à palavra divina, tornou-se Mãe de Jesus e, não retida por qualquer pecado, abraçou de todo o coração o desígnio salvador de Deus, consagrou-se totalmente, como escrava do Senhor, à pessoa e à obra de seu Filho, subordinada a Ele e juntamente com Ele, servindo pela graça de Deus omnipotente o mistério da Redenção.» (cf. Lumen Gentium, 56)

Ela é portanto Mãe de Deus e Mãe de toda a Humanidade redimida por Cristo.

ORAÇÃO:

Dai-me, Senhora Mãe de Deus, um pouco da vossa força para a minha fraqueza.

Um pouco da vossa coragem para o meu desalento.

Um pouco da vossa compreensão para o meu problema.

Um pouco da vossa plenitude para o meu vazio.

Um pouco da vossa rosa para o meu espinho.

Um pouco da vossa certeza para a minha dúvida.

Um pouco do vosso Sol para o meu inverno.

Um pouco da vossa disponibilidade para o meu cansaço.

Um pouco do vosso rumo infinito para o meu extravio.

Um pouco da vossa neve para o meu barro.

Um pouco da vossa serenidade para a minha inquietude.

Um pouco da vossa chama para o meu gelo.

Um pouco da vossa luminosidade para a minha noite.

Um pouco da vossa alegria para a minha tristeza.

Um pouco da vossa sabedoria para a minha ignonância.

Um pouco do vosso amor para o meu rancor.

Um pouco da vossa pureza para o meu pecado.

Um pouco da vossa vida para a minha morte.

Um pouco da vossa transparência para o meu escuro.

Um pouco do vosso Filho de Deus para este vosso filho pecador.

Com todos esses "poucos", Senhora, eu terei tudo.

E assim seja, eternamente, com Cristo na glória. Aleluia!

Mãe Rainha Três Vezes Admirável é o nome mais popular da devoção de Nossa Senhora de Schoenstatt. Teve início na Alemanha com o padre José Kentenich, em 1912. A imagem que representa a Mãe Rainha, presente em diversos santuários e lares do mundo, foi pintada pelo italiano Crosio, em 1915. Maria é três vezes admirável pela tríplice graça que concede aos seus devotos: a graça do abrigo espiritual, a graça da transformação interior e a graça da missão e da fecundidade apostólica.

ORAÇÃO:

Ó Senhora minha, ó minha Mãe, eu me ofereço todo a vós. E, em prova da minha devoção para convosco, vos consagro neste dia/nesta noite os meus olhos, os meus ouvidos, a minha boca, o meu coração e inteiramente todo o meu ser. E, porque assim sou vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade vossa. Lembrai-vos de que vos pertenço, terna Mãe, Senhora nossa, guardai-me e defendei-me como coisa própria vossa. Confio no vosso poder e na vossa bondade. Confio em toda e qualquer situação no vosso Filho e na vossa proteção. Ámen.

A imagem de Nossa Senhora com um grande manto, sob o qual abriga os seres humanos, começou a aparecer em diversos vitrais, pinturas e esculturas da Europa, principalmente na Alemanha, Áustria e Suiça. Não tardou que a imagem fosse conhecida como Nossa Senhora do Manto Santo e fosse invocada em situações de risco e perigo.

ORAÇÃO:

Sob o vosso Santo Manto abrigais a Humanidade toda, querida Mãe. Ali encontramos a proteção e a segurança de que necessitamos para viver verdadeiramente como discípulos de Cristo, enquanto esperamos a chegada definitiva do Reino. Acolhei hoje todas as nossas limitações, os nossos medos, as nossas imperfeições e especialmente este pedido (fazer o pedido). Ámen.  

O povo português tem com o mar uma relação bastante íntima. O mar faz parte da cultura, da economia, da arte, da gastronomia e de toda a vida de Portugal. Não é de estranhar, por isso, que tenha surgido desde tempos remotos o título de Nossa Senhora do Mar, ou Rainha do Mar. Ela é a padroeira dos navegadores e dos pescadores. Consta que em 1627 lhe foi consagrada também uma igreja na arquidiocese de Goa, mas muitas imagens e capelas são encontradas em Portugal.

ORAÇÃO:

Virgem Maria, Rainha do Mar, sede sempre o nosso farol que nos orienta e a estrela que nos acompanha na rota da nossa vida. Amparados por vós sentimo-nos seguros e confiantes para avançar para águas mais profundas, respondendo com alegria ao convite de Cristo de segui-l´O e realizar a missão que Ele nos deixou. Ámen.  

No dia 25 de outubro de 1147, o monarca português Dom Afonso Henriques, com o auxílio dos cruzados, venceu a batalha contra os mouros e conquistou a cidade de Lisboa. Logo após a vitória, o rei cumpriu a promessa que tinha feito à Virgem ao pedir a sua proteção no combate: construiu um santuário. Como foi erguido no local onde foram sepultados os soldados mortos em combate e considerados mártires, o templo foi dedicado a Nossa Senhora dos Mártires. A nova devoção foi reconhecida oficialmente pelo Papa Urbano VI, fixando a sua festa no dia 13 de maio. A imagem da basílica é a mesma que acompanhou os soldados na famosa batalha.

ORAÇÃO:

Sob vossos pés jazem em paz todos os mártires de Lisboa, soldados que doaram a vida para defender a fé, e todos os mártires do mundo. Conduzi-os a todos ao Reino eterno e guiai cada um de nós na hora da nossa morte para o caminho da luz. Antes, porém, ajudai-nos a viver plenamente o Evangelho do vosso Filho e realizar o bem e a justiça para merecermos a herança eterna. Ámen.  

A 27 de novembro de 1830, na capela das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, a jovem noviça Catarina Labouré teve uma visão de Nossa Senhora: estava de pé sobre um globo, a segurar com as duas mãos outro globo menor, sobre o qual aparecia uma cruz de ouro. Em cada dedo das mãos havia um anel com pedras preciosas e dela partiam raios luminosos em todas as direções. Num gesto de súplica, Nossa Senhora oferecia o globo a Deus. «Este globo que vês representa o mundo inteiro […] e cada pessoa em particular. Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que as pedem. […] Fazei cunhar uma medalha por este modelo; todas as pessoas que a trouxerem receberão grandes graças, sobretudo se a trouxerem ao pescoço; as graças serão abundantes, especialmente para aqueles que a usarem de coração confiante», disse a Virgem a Catarina.

O arcebispo de Paris, Dom Quelen, autorizou a cunhagem da medalha com a imagem da Virgem a derramar graças; no verso a letra M, monograma de Maria, com uma cruz em cima, tendo um terço na base; por baixo da letra M os corações de Jesus e da Mãe Santíssima; a contornar o quadro, uma coroa de doze estrelas.

Nossa Senhora da Medalha Milagrosa é a mesma Nossa Senhora das Graças, por ter Santa Catarina Labouré ouvido, no princípio da visão, as palavras: «Estes raios são o símbolo das Graças que Maria Santíssima alcança para todos.»

SÚPLICA:

O Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa, ao contemplar-vos de braços abertos a derramar graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa das nossas inúmeras culpas, aqui vimos para vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada).

Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior glória de Deus, engrandecimento do vosso nome e o bem de todos nós. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado. Dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos. Ámen. (Rezar três Ave-Marias)

ORAÇÃO FINAL:

Santíssima Virgem, eu creio e confesso a vossa Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, pela vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me do vosso amado Filho a humildade, a caridade, a obediência, a santa pureza de coração, de corpo e espírito, a perseverança na prática do bem, a castidade, uma santa vida e uma boa morte. Ámen.

Desde os primeiros séculos, Maria foi para a Igreja a "Cheia de Graça". Aquela que, por Cristo e em Cristo, foi cumulada por Deus com toda a sorte de bênçãos espirituais.

No Concílio de Éfeso, a Virgem Maria foi proclamada Mãe de Deus, unindo a sua figura à obra libertadora de Jesus. Desde os inícios do Cristianismo foi invocada como Medianeira porque por ela chegamos a Jesus e por ela alcançamos d´Ele graça sobre graça.

Em 1946, a própria Nossa Senhora apresentou-se como Medianeira de Todas as Graças numa aparição a Bárbara Ruess, em Pfaffenhofen, na Alemanha. Pediu para que todos tivessem confiança no seu Imaculado Coração e que procurassem o perdão dos pecados recitando o Rosário.

Destacou também o seu papel de medianeira, intercessora do povo junto de Cristo e do Pai, e a sua tristeza pelo povo estar a abandonar a fé.

ORAÇÃO:

Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, nós vos veneramos como Medianeira, no mistério da Anunciação, porque foi por vosso meio que Deus veio ao mundo. Ó Senhora e Mãe nossa, concedei-nos esta graça […] e mostrai que vos apraz ser venerada sob o título de Medianeira de Todas as Graças.

Senhor Jesus Cristo, que vos dignastes a constituir a Santíssima Virgem Maria, vossa Mãe, também nossa Mãe e Medianeira junto de Vós, concedei benigno a quem suplicante se dirigir a Vós que se alegre de ter alcançado por meio de vossa Mãe tudo o que pediu. Vós que viveis e reinais por todos os séculos. Ámen.

Denomina-se Nossa Senhora da Meditação a imagem da Virgem venerada na catedral de Frankfurt, na Alemanha. A característica principal do quadro é a postura de Maria, contemplativa, em profunda meditação. A imagem convida os fiéis que a contemplam a meditar e buscar recolhimento interior para aprofundamento da fé.

ORAÇÃO:

Nossa Senhora da Meditação, ajudai-nos a ler nas Sagradas Escrituras a Vontade do Pai e a Redenção de Jesus pela Graça do Espírito Santo, a fim de que a nossa vida se torne num caminho de aprendizagem e de luz. Ámen. 

Medjugorje é uma vila da Bósnia-Herzegovina, antiga Jugoslávia. Nesta terra de agricultores, povo simples e trabalhador, ocorrem, desde 24 de Junho de 1981, aparições de Nossa Senhora a seis jovens: Ivanka e Vicka Ivankovic, Mirjana e Ivan Dragicevic, Matija Pavlovic e Jacov Colo. Nas primeiras aparições, que eram diárias, Maria disse: «Vim para converter o povo e reconciliar todo o mundo» e apresentou-se como Rainha da Paz. Pedia insistentemente: «A paz deve reinar entre o homem e Deus e entre os homens.»

Na época havia muita tensão por causa do regime comunista e os jovens foram perseguidos e impedidos de voltar ao monte onde viam a Virgem. Ela, porém, sempre os fortaleceu. Com uma coroa de doze estrelas na cabeça, a bela Senhora encanta os videntes, que a contemplam como que hipnotizados.

As aparições de Medjugorje são as mais longas da história. Foram muito importantes durante o longo período de guerra civil na antiga Jugoslávia, pois mantiveram os católicos unidos e confiantes na busca da paz. Medjugorje não sofreu nenhuma ataque durante toda a guerra, o que fez a fé aumentar na região. O pedido insistente mereceu à Virgem de Medjugorje o título de "Rainha da Paz".

ORAÇÃO:

Ó minha Mãe! Mãe de bondade, amor e misericórdia! Amo-vos imensamente e ofereço-me a vós. Por meio da vossa bondade, do vosso amor e da vossa misericórdia, salvai-me! Desejo ser vosso. Amo-vos imensamente e desejo a vossa proteção. Do íntimo do coração, peço-vos, ó Mãe de bondade, concedei-me a vossa bondade, para que, por meio dela, eu alcance o céu. Peço-vos, pelo vosso imenso amor, que me concedais a graça de puder amar a cada um como amastes a Jesus Cristo. Peço-vos a graça de vos ser grato. Ofereço-me completamente a vós e desejo que estejais comigo em cada passo, porque vós sois a "Cheia de Graça". Desejo nunca me esquecer da vossa graça e, se eu a perder, peço-vos que a encontre de novo. Ámen.  

A Sagrada Escritura não traz nenhuma informação sobre a infância de Maria. Os únicos dados que temos chegaram até nós através dos chamados "evangelhos apócrifos". Maria era filha de Ana e Joaquim, casal rico e temente a Deus, e viveu intensamente as tradições judaicas. Foi apresentada no templo com três anos. Aprendeu a Sagrada Escritura. Ainda muito jovem foi dada a casamento a José. Não foi marcada pelo pecado original; era a sua preparação para ser a Mãe do Salvador.

A devoção a Nossa Senhora Menina surgiu em França, mas difundiu-se pelo mundo todo. As suas imagens representam-na menina em oração ao lado de Ana e Joaquim. Algumas mostram-na ao colo da mãe, Ana.

ORAÇÃO:

Senhora, desde o ventre materno fostes escolhida para ser a Mãe do Salvador e ainda jovem recebestes o anjo que anunciou a Encarnação do Verbo Divino. Fazei que todas as nossas crianças e jovens se consagrem a Deus com a disposição de assumirem a missão especial que Ele lhes reserva e sejam, como vós, exemplos de dedicação e fé. Ámen.  

"Mercês" significa misericórdia, favor, graça, algo que não tem preço nem remuneração. O início do culto a Nossa Senhora das Mercês deve-se ao comerciante espanhol Pedro Nolasco, no século XII. Numa das suas viagens encontrou diversos católicos vendidos como escravos pelos mouros. A sua fé e devoção a Nossa Senhora motivaram-no a trocar os seus bens pela liberdade dos escravos. Após investir todo o dinheiro, começou a fazer campanhas em Espanha para levantar fundos e continuar a sua obra de misericórdia.

Mais tarde, com o apoio do próprio rei e do bispo, conseguiu construir um hospital para atender aos recém-libertos e fundou a Ordem da Virgem Maria das Mercês. Em todas as suas colónias, Portugal difundiu esta devoção. É a padroeira do Peru e da República Dominicana.

ORAÇÃO:

Mãe querida das Mercês, com a simples confiança de filhos, recorremos a vós. Vimos pedir-vos a paz, a harmonia e a bênção da fé nas nossas vidas, para que possamos semear a palavra de vosso Filho, Jesus, e buscar a nossa conversão. Pedimos a graça de que necessitamos, na confiança de que mediareis junto a Deus pelo bem deste vosso filho. Ámen.  

A fuga de Maria e José para o Egito a fim de proteger o Menino Jesus da fúria de Herodes deu origem a diversas devoções marianas, entre elas a de Nossa Senhora dos Migrantes. Todos os cristãos que deixam as suas terras em busca de uma vida nova encontram na Virgem o modelo para continuar fiéis às suas tradições e fortes nas dificuldades que a migração provoca. A ela recorrem, na certeza de encontrar apoio e orientação espiritual, diante das novas difíceis situações em que se encontram. É também chamada Nossa Senhora dos Imigrantes, ou dos Emigrantes.

ORAÇÃO:

Ó querida Mãe, que migrastes com o Menino para Lhe garantir segurança, olhai hoje para cada um de nós, migrantes que estamos longe da nossa terra, da nossa família e de tudo o que nos dá segurança. Ajudai-nos a suportar os momentos de desânimo e de tristeza e conduzi-nos pelos caminhos da alegria e do sucesso nesta nova vida que assumimos. Ámen. 

Uma imagem de Nossa Senhora do Milagre é venerada na cidade argentina de Salta, juntamente com uma imagem de Cristo. Ambas chegaram à América em 1592. No porto de Callao, no Peru, foram encontradas duas caixas a flutuar, parecendo restos de um naufrágio. Numa das caixas havia apenas a inscrição: «Uma Virgem do Rosário para o convento dos Pregadores da cidade de Córdoba.» Na outra estava escrito: «Um Cristo Crucificado para a igreja matriz da cidade de Salta.»

Jamais se soube que embarcação as trouxe de Espanha. Em 1692, o seu carácter milagroso voltou a manifestar-se, após as intensas orações do povo durante um terramoto na cidade de Salta.

ORAÇÃO:

Virgem do Milagre, venho todo confiante implorar o vosso amparo de Mãe e a vossa proteção amorosa de Senhora e Rainha de Misericórdia. Fostes, nas horas de aflição, protetora do povo de Salta, que encontrou na vossa intercessão poderosa o remédio para os seus males. Assim vos peço que me assistais nas minhas necessidades e do trono do vosso poder suplicante protegei os que amo e aqueles para os quais imploro o vosso singular patrocínio (faz-se o pedido).

Aumentai a minha fé, para que a doutrina do vosso Divino Filho ilumine a minha vida. Ainda mais vos peço que o vosso coração acenda no meu a chama do amor. Sede sempre minha esperança nas lutas diárias e, pela vossa carinhosa proteção, fazei que eu receba o prémio da minha lealdade como filho de Deus. Ámen.  

A devoção a Nossa Senhora dos Milagres provém de uma antiquíssima tradição da cidade francesa de Mauriac. Segundo a lenda, a cidade foi fundada por Santa Teodechilde, após várias visões da Virgem. Primeiramente, construiu uma capela, onde um círio deveria ficar perpetuamente aceso, ao lado da imagem de Maria. Mais tarde, construiu um mosteiro ao lado do templo e doou os seus bens aos monges, com a condição de que eles cuidassem do santuário. Inúmeros milagres ocorreram por intercessão da Virgem, cuja imagem venerada é a mesma que foi doada a Santa Teodechilde por seu pai, na Idade Média. Em Portugal há diversas capelas a ela dedicadas.

ORAÇÃO:

A vossa poderosa intercessão junto de Deus propicia-nos inúmeros milagres, sinais sensíveis do amor a Deus pela Humanidade. Nossa Senhora dos Milagres, intercedei hoje especialmente por esta graça... (fazer o pedido). Como gratidão pelo vosso auxílio e proteção, rendo-vos eternos louvores. Ámen.  

A origem desta devoção é incerta. Uma tradição diz que a palavra "mileu" significa milagre na língua Alarave. Outra diz que o nome surgiu na época das guerras contra os mouros. Em minoria, os exércitos cristãos invocavam Nossa Senhora e gritavam: "para mil,eu" (Mil-eu). Existem também as variações Nossa Senhora de Melides ("Ide e vencei, mil ides") e de Milum ("para mil, um") que apontam para a mesma tradição. A Virgem fortalecia os soldados, dando a cada um a força de mil inimigos. Reza a lenda que em determinada luta doze cavaleiros cristãos enfrentaram doze mil soldados mouros e venceram-nos, aumentando assim a veneração à Virgem do Mileu, ou Milum.

ORAÇÃO:

Mãe Santíssima, Nossa Senhora do Mileu, fortalecei-nos nas nossas batalhas contra o mal e auxiliai-nos nas várias atividades que iremos realizar ao longo do dia de hoje. Com o vosso apoio e fortaleza seremos invencíveis, justos e dignos. Permanecei sempre ao nosso lado, especialmente nos momentos em que sentimos maior fraqueza ou desilusão, aumentando mil vezes a nossa coragem e fé. Ámen.

Maria estende a sua mão a todos os que a ela se dirigem. Não importa que tenham pecado. Ela é Mãe misericordiosa, sempre pronta a interceder pelos seus filhos. A devoção a Nossa Senhora da Misericórdia teve origem no século XII, quando o bem-aventurado Eskil, já agonizante, teve uma visão. Viu-se a cair num abismo, rumo ao inferno, e implorou a misericórdia de Maria. O seu compromisso foi: a mudança de vida, que o levou a ser bom cristão e posteriormente bispo. Existem registos em Portugal de confrarias e igrejas dedicadas a Nossa Senhora da Misericórdia desde o século XV.

ORAÇÃO:

Nossa Senhora, Mãe de Misericórdia, que conduzistes o bem-aventurado Eskil ao caminho da conversão e da santidade, guiai cada um de nós pelo mesmo caminho de transformação interior. Com a vossa ajuda seremos dignos herdeiros do Reino. Ámen. 

Fontanarosa é uma cidade da província de Avellino, em Itália. Ali se difundiu a devoção a Nossa Senhora da Misericórdia, celebrada com grande festa, que se popularizou com o título "de Fontanarosa". Em 1992, os imigrantes fontanarosenses que vivem em Caracas, na Venezuela, introduziram o culto e a festa naquela cidade, onde também se tornou muito popular.

ORAÇÃO:

Nossa Senhora da Misericórdia, tão amada pelo povo italiano e venezuelano, dedicai especial atenção aos pobres que sofrem com a falta de oportunidades. Tende misericórdia de todos os oprimidos e marginalizados. Ámen.  

Nas montanhas da Catalunha, em Espanha, próximo de Barcelona, encontra-se o santuário de Monserrate, onde se invoca Nossa Senhora sob o título "Estrela do Oriente". Desde o século IX existia uma capela, na qual posteriormente se introduziu um ícone de Maria, chamada carinhosamente "Virgem Morena". Um mosteiro construído ao lado da capela ajudou no acolhimento e evangelização dos fiéis que rendem graças á Virgem Morena de Monserrate. O Papa Leão XIII declarou-a padroeira da Catalunha.

ORAÇÃO:

Ó clementíssima Virgem Maria, minha Soberana e Mãe, augusta Senhora de Monserrate, venho lançar-me no seio da vossa misericórdia e pôr, desde agora e para sempre, a minha alma e o meu corpo debaixo da vossa salvaguarda e da vossa bendita proteção. Eu me confio a vós e entrego nas vossas mãos todas as minhas esperanças e consolações, todas as minhas penas e misérias, bem como o curso e o fim da minha vida. Por vossa intercessão e pelos vossos merecimentos, todas as minhas ações se dirijam e se disponham segundo a vontade do vosso divino Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, e que, depois desta vida, eu possa alcançar a salvação eterna. Ámen.   

Em Montagnaga, cidade do Alto Ádige, em Itália, Maria apareceu à jovem Domenica Targa, enquanto esta pastoreava um rebanho de ovelhas. Era o ano de 1729. Sem nenhum motivo aparente, as ovelhas começaram a agitar-se e a correr desordenadamente. Domenica invocou Maria e Jesus para a ajudarem a acalmar o rebanho. Maria então apareceu-lhe e disse: «Tu chamaste Jesus e Maria em teu auxílio e nós vamos ajudar-te... Depois, vai à festa da Ascenção de Cristo na capela de Sant´Ana, em Montagnaga. Ali encontrarás a imagem da Virgem de Caravágio. Ajoelha-te e reza.» Na capela, a um domingo, Domenica viu novamente Maria, que lhe falou sobre o desejo de se comemorar uma festa em sua memória todos os anos nesse mesmo dia. O pároco e o povo só acreditaram na pastora algum tempo depois. Em 1750 inauguraram um santuário no local.

ORAÇÃO:

Ó querida Mãe, vós nunca nos deixastes desamparados quando, num momento de angústia e desespero, invocamos a vossa presença. Quando não temos mais forças para enfrentar os problemas, vós sois o nosso estímulo e tudo se resolve. Que nos lembremos sempre de vós e do vosso Filho nos momentos em que nos sentirmos fracos. Ámen.  

É a padroeira da Madeira. Diz a lenda que certa tarde uma menina brincou com uma pastorinha do sítio e deu-lhe a merenda. A pastorinha ficou muito contente e relatou o facto à família. Por não habitar ninguém naquele monte, não lhe deram crédito. Como a filha insistia no relato, o pai resolveu observá-la de longe e ver com quem conversava. Foi ao monte e sobre uma pedra encontrou a imagem de Nossa Senhora. A pastorinha afirmou ser aquela a menina com quem tinha brincado nos dias anteriores. A imagem milagrosa é a que se encontra na igreja construída no local da aparição. Em Portugal existem ainda outras devoções semelhantes: Nossa Senhora do Monte Agudo (imagem trazida por freiras vindas da Bélgica, em 1582); do Monte Alto; do Monte Calvário, do Monte do Carmo; do Monte Castro; do Monte Olivete; do Monte Sião; do Monte Ermos. Uma das colinas de Lisboa guarda a capela de Nossa Senhora do Monte.

ORAÇÃO:

Ave Maria, esposa do Espírito Santo e mãe destes teus filhos. Nós nos consagramos a ti, Rainha e Senhora do Monte e do nosso coração. Colocamos nas tuas mãos puríssimas a nossa vida a fim de que possamos, através do teu coração, purificarmo-nos, tornando-nos simples e inocentes. Defende-nos Rainha e Senhora do Monte, de todos os males espirituais e físicos. Afasta o mal desta ilha. Manda São Miguel Arcanjo com todos os anjos a defender-nos e a precipitar no abismo as forças malignas, a fim de que esta terra possa irradiar o perfume da graça. Nós te agradecemos, Mãe, por aquilo que tu farás por nós e por todos os teus filhos do mundo inteiro. Ámen.  

Em 1426, a Virgem Maria apareceu a uma senhora que rezava no Monte Bérico, em Vicência, Itália. Nossa Senhora prometeu proteger a cidade contra a terrível epidemia que se alastrava pela Europa. Apenas dois anos depois, após uma nova aparição da Virgem, o povo construiu uma igreja no monte, palco de uma série de milagres e numerosas peregrinações que continuam até hoje.

ORAÇÃO:

Para mostrar o vosso materno amor, ó Maria, aparecestes no Monte Bérico, prometendo o fim das epidemias na cidade. Julgai-nos hoje dignos da vossa proteção: manifestai-vos na nossa vida e dai-nos os sinais de cura de que necessitamos. Ámen.