LETRA K

Nossa Senhora de Kazan é um ícone bizantino do século XIII. Ganhou este nome devido à cidade onde se encontra: Kazan, na Rússia. A Virgem aparece a segurar o Menino, que dá a bênção. Apenas o rosto de Maria e do Filho estão à mostra, pois todo o corpo está coberto por uma camada de prata e diversas pedras preciosas incrustadas, todas elas doações de fiéis.

Em 1579, quando Kazan foi destruída por um incêndio, a Virgem apareceu a uma menina de nove anos. Mandou-a escavar as ruínas da igreja para daí resgatar o ícone. Após uma busca, encontraram a imagem intacta no meio das cinzas, o que fez aumentar a veneração à Virgem. Anos depois, o ícone foi levado a Moscovo e posteriormente a São Petersburgo, onde foi roubado, em 1904. Reapareceu apenas nos anos 60, nos Estados Unidos, onde foi comprado pelo Centro Russo Católico de Nossa Senhora de Fátima e trazido para Portugal. Em 2004, João Paulo II devolveu-o aos católicos ortodoxos russos.

ORAÇÃO:

Durante séculos a vossa imagem, ó Maria, foi venerada em Kazan como símbolo da presença de Deus atuando no mundo. Através do vosso sagrado ícone entramos em comunhão com os nossos irmãos ortodoxos e incluímo-nos na extensa lista dos que dedicam a vós especial ternura. Cobri-nos hoje também a nós com as mesmas bênçãos que sempre derramastes em Kazan. Ámen.  

Em 1641, quando Hendrik Busman se dirigia a Geldern, na Alemanha, resolveu parar para descansar e rezar. Durante a oração, ouviu uma voz que dizia: «Constrói-me uma capela neste sítio.» No início não deu muita importância, mas a voz repetiu-se. Pediu então permissão ao pároco e começou a construir a capela. No ano seguinte, a Virgem apareceu novamente, no mesmo local, à esposa de Hendrik. Alguns dias depois, a mulher recebeu a visita de uns soldados que lhe venderam uma imagem da Virgem do Luxemburgo. Esta imagem foi posta na capela recém-terminada. A aparição ficou logo conhecida e Kevelaer tornou-se local de peregrinação e fonte de graças.

ORAÇÃO:

Ó minha Senhora, ó minha Mãe, eu me ofereço todo a vós e em prova da minha devoção para convosco, vos consagro neste dia e para sempre, os meus olhos, os meus ouvidos, a minha boca, o meu coração e inteiramente todo o meu ser. E porque assim sou vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como propriedade vossa. Lembrai-vos que vos pertenço, terna Mãe, Senhora nossa. Ah, guardai-me e defendei-me como coisa própria vossa.

Em 1981, Nossa Senhora apareceu a cinco jovens e a uma freira numa escola em Kibeho, no Ruanda. No ano seguinte apareceu novamente, com o rosto triste. Mostrou então imagens fortes de destruição e morte nas ruas de Kigali e pediu a conversão.

Durante as suas aparições, a Virgem dirigiu mensagens aos doentes, às famílias, aos sacerdotes, aos jovens e aos dirigentes, pedindo sempre oração e conversão. Numerosas vocações surgiram neste período e foi sensível o aumento das orações e da participação na Eucaristia. A última aparição deu-se em 1988.

Em 1991, a Ruanda padecia sob a guerra civil e muitos recordaram o aviso da Virgem de Kibeho.

ORAÇÃO:

Ó querida Senhora de Kibeho, ao manifestar-vos ao povo de Ruanda, pedistes conversão e oração, mas o povo não seguiu o vosso conselho. Conduzidos pela ganância e pela intolerância, lutaram entre si, numa terrível guerra civil que destruiu o país e levou o povo ao desespero. Protegei hoje cada habitante do Ruanda, fazendo nele reinar a paz. Igualmente reine a paz em todos os países que sofrem com guerras e terrorismos. Ámen.  

No dia 21 de agosto de 1879 choveu muito no condado de Knock Mhuire, na Irlanda. Ao anoitecer, Margaret Beirne foi fechar a igreja a pedido do irmão. Quando regressava, notou um brilho estranho que cobria a igreja. Ocupada com outros pensamentos, não contou a ninguém o que vira. Ao regressar ao local com uma sua parenta e com a responsável da igreja, viram três figuras iluminadas por um relâmpago: uma formosa mulher, vestida com roupas brancas, que trazia uma coroa grande e brilhante e com as mãos postas em oração. Foi prontamente reconhecida como Maria, a Mãe de Jesus e Rainha dos Anjos. À sua direita estava São José e à esquerda São João Evangelista, vestido de bispo. À esquerda de São João havia um altar no qual se encontrava um cordeiro e uma cruz rodeada de anjos. A aparição permaneceu cerca de duas horas. Os habitantes que não viram a aparição asseguraram ter visto uma luz muito brilhante e iluminar os arredores da igreja. Houve diversos relatos de curas inexplicáveis associadas a visitas feitas à igreja de Knock Mhuire, hoje um dos mais populares santuários da Europa.

ORAÇÃO:

Ó abençoada Maria, corrente que nos une a Deus, elo de amor que nos une aos anjos, castelo de salvação contra os perigos do mal, porto seguro em nosso naufrágio universal, nós nunca vos abandonaremos. Vós sereis sempre o nosso conforto. Que o vosso nome seja abençoado hoje e sempre, na terra e no céu. Ámen.