LÁGRIMAS

Em 1973, uma ferida em forma de cruz apareceu na palma da mão esquerda da Irmã Agnes, uma religiosa da cidade de Akita, Japão. Em 6 de Julho, enquanto rezava, a Irmã Agnes ouviu uma voz vinda da imagem da Virgem Maria. A sua mensagem pedia conversão e oração a fim de se evitar o castigo de Deus.
Nesse mesmo dia, algumas das irmãs notaram gotas de sangue a fluir da mão direita da imagem, fenómeno que se repetiu outras quatro vezes. A ferida permaneceu até 29 de setembro. Nesse dia, a imagem começou a "suar", especialmente na testa e no pescoço. Em 3 de agosto, a Irmã Agnes recebeu uma segunda mensagem e no dia 13 de outubro a terceira e última. Dois anos depois, em 04 de janeiro de 1975, a imagem de Nossa Senhora começou a chorar. Continuou a derramar lágrimas, com intervalos, durante seis anos e oito meses. O milagre da imagem que verteu sangue, suor e lágrimas foi testemunhado por centenas de habitantes da cidade, inclusive o bispo e o líder budista.
Em junho de 1988, o Prefeito da Congregação para a Doutrina da fé declarou os eventos e as mensagens de Akita como confiáveis e dignos de fé.
ORAÇÃO:
Ao ver o egoísmo e a tristeza no mundo, vós derramastes lágrimas e sangue, como uma súplica pela conversão do povo, ó Senhora Nossa. Que estes sinais do vosso sofrimento sejam compreendidos por todos e motivem a conversão e mudança de vida dos nossos irmãos e irmãs do Japão e do mundo. Ámen.

Maria chora a Paixão de Jesus. Ela derrama as suas lágrimas ao ver o Filho injustamente condenado, a caminho do Calvário, e principalmente durante a terrível agonia na cruz. Enquanto derrama lágrimas, recebe de Cristo a missão de ser Mãe da Humanidade. Todas as suas mensagens ao longo da história visam a conversão do povo. Por isso muitas vezes apareceu a chorar, dececionada com o caminho que os seus filhos tomam. Exemplos destas manifestações são: Nossa Senhora de La Salette; Nossa Senhora de Siracusa; Nossa Senhora de Naju; a imagem de Nossa Senhora de Fátima, em Caserta, em Itália (1976); Nossa Senhora de Medjugorge, em Cittavecchia (1995); em Ré, em Itália (1494, depois de ser atingida por uma pedra); em Scherpenheuvel, na Bélgica (1603); em Salem, na Alemanha (1608); em Klokoasko e Raab, na Hungria (1670 e 1697); em Glosberg e Bruchansen, na Alemanha (1727 e 1745); em Paris (1830).
ORAÇÃO:
Maria Santíssima, riqueza nossa, em transportes de alegria venho visitar-vos para implorar o valor das vossas benditas lágrimas. Mãe da Divina Graça, todas as minhas angústias e misérias a vós confio. Pelos méritos das vossas lágrimas, ajudai-me a suportar os trabalhos e as penas da vida conforme a vontade de Jesus. As vossas lágrimas, ó Virgem puríssima, têm valor imenso diante do trono do Altíssimo. Eis, porque, cheio de confiança, vos suplico: dai-me esse tesouro para vencer o espírito do mal e merecer do amor misericordioso de Deus as graças que tanto peço para a minha santificação. Ámen.

De junho de 1985 a dezembro de 1992, uma imagem de Nossa Senhora "chorou sangue" mais de 700 vezes na pequena cidade de Naju, no Sudoeste da Coreia do Sul. Na sua primeira mensagem, em 1987, Nossa Senhora disse a Júlia Kim: «As minhas lágrimas, querida filha, são pelo constante fracasso da Humanidade em não conseguir amar a Deus como Ele merece e as pessoas não se amarem mutuamente como Ele nos ensinou; também por causa do execrável aborto que mata diariamente uma quantidade incontável de bebés, assassinando inocentes no útero das suas mães por cobardia, maldade e prazer satânico e ainda por causa das muitas almas que se recusam a arrepender-se dos seus pecados, não se interessando em procurar um meio para a sua conversão e com isso correrem o risco da condenação eterna.»
Quando as lágrimas cessaram, brotou da imagem um perfume de rosas, que perdurou por cerca de dois anos. Os sinais de Naju não foram oficialmente reconhecidos pela Igreja e ainda estão sob análise.
ORAÇÃO:
As vossas lágrimas, Senhora, demonstram a dor da Mãe que sofre ao ver os filhos a desviarem-se do caminho de Deus. Que com a vossa ajuda, querida Mãe, todos possamos voltar ao caminho da oração, do amor e da fé. Ámen.

Na povoação da Soalheira, a Virgem é venerada desde o século XVII sob o título de Nossa Senhora das Necessidades. Nos momentos de maior angústia, perigo ou "necessidade", o povo recorre a ela e é atendido. Foi o que aconteceu, por exemplo, durante a invasão francesa, no ano 1808, quando a localidade ficou intacta. No dia da sua festa realiza-se sempre uma grande procissão. Conta-se que em 1979, durante a procissão, a imagem da Virgem verteu lágrimas. Este título de Nossa Senhora é celebrado em muitas outras localidades, entre as quais Alcaria, no concelho do Fundão. Na Soalheira, os devotos costumam entoar o seguinte canto em homenagem a Nossa Senhora:
HINO:
Senhora das Necessidades, à vossa porta me empino:
deitai-me a vossa bênção mai-la do vosso Menino.
Senhora das Necessidades, quem vos varreu a capela?
Foi a vossa ermitoa com um raminho de marcela.
Senhora das Necessidades, estais no altar de pé:
sois Mãe de Jesus Cristo, esposa de S. José.
Senhora das Necessidades, já cá vimos à ladeira
abri a porta, Senhora, ao povo da Soalheira.

Um quadro do Imaculado Coração de Maria, na casa de Antonina e Ângelo Iannusco, em Siracusa, Itália, começou a verter lágrimas no dia 29 de agosto de 1953. Continuou durante setenta e cinco horas e atraiu uma imensa multidão. Muitos que recolheram o líquido foram curados por ele. Testes revelaram que eram realmente lágrimas humanas.
Foi então construído um grande santuário em forma de gota e deu-se início ao culto à Virgem das Lágrimas.
ORAÇÃO:
Maria, dileta de Deus, a vós consagro os meus olhos e ouvidos, a minha boca, o meu coração e todo o meu ser. Confiado na vossa maternal proteção, entrego-me cada dia e principalmente na hora da morte à vossa singular misericórdia, como propriedade e filho vosso. Senhora das Lágrimas, ao dar muitas graças a Deus por terdes chorado por amor das almas e ao cantar os vossos louvores a cada momento, peço as vossas bênçãos de Mãe, para ser uma cópia do seu divino e manso Jesus crucificado. Para sempre sejam louvados Jesus e Maria, nos nossos corações de filhos agradecidos. Ámen.

