JUNHO

DIA 4 DE JUNHO 

Em 1740, quando voltava para Roma, um peregrino foi surpreendido por alguns cães raivosos. Cercado, o homem vê no alto de uma torre a imagem de Nossa Senhora – a Virgem sentada no trono real, com o Menino Jesus ao colo: uma pomba desce sobre ela como símbolo do Espírito Santo, o Divino Amor. O pobre homem pede-lhe ajuda. No mesmo instante os cães acalmam-se e vão-se embora.

Logo que o miraculado chegou a Roma e contou o facto, iniciaram-se peregrinações ao castelo onde a Virgem se manifestara, a cerca de 15 km da cidade. No dia 4 de Junho de 1944, quando os aliados chegavam perto de Roma, o Papa Pio XII rezou, pedindo que Nossa Senhora do Divino Amor livrasse a cidade de bombardeamentos. Nessa mesma noite as resistências nazis caíram e os alemães deixaram Roma sem combate com os aliados. O Papa agradeceu a Nossa Senhora e proclamou-a "Salvadora de Roma".

ORAÇÃO:

Ó Maria, Mãe do Divino Amor, a vós elevamos as nossas súplicas e esperamos alcançar as graças de que necessitamos. Concedei a paz ao mundo, fazei triunfar o vosso amor, protegei o Papa, reuni na unidade perfeita todos os cristãos, iluminai com a luz do Evangelho todos os que ainda não creem, convertei os pecadores. Dai-nos a coragem do arrependimento constante e força para vencer as tentações, iluminai a nossa mente para seguirmos sempre o caminho do bem. Finalmente, quando Deus nos chamar, abri-nos as portas do céu. Que o nosso coração arda sempre no amor de Deus nesta vida, para gozarmos eternamente convosco no céu. Ámen.  

DIA 6 DE JUNHO 

No período iconoclasta do século VIII, o imperador bizantino Leão III proibiu o culto a qualquer ícone e procurou destruir todas as imagens sagradas que conseguisse encontrar. Nessa época, durante uma tempestade, um navio procurou segurança na baía de Tindári, em Itália. Após a tempestade, o navio parecia estar encalhado e só conseguiu seguir viagem quando a tripulação lançou ao mar algumas caixas, de entre elas uma que continha uma imagem da Virgem.

Os moradores de Tindári resgataram as caixas e ficaram satisfeitos com a descoberta da imagem. Foi prontamente levada ao ponto mais alto da vila e começou a ser venerada como Nossa Senhora de Tindári, ou "Madona negra", pois estava esculpida em cedro negro.

ORAÇÃO:

Madona negra, Nossa Senhora de Tindári, quisestes permanecer nesta cidade para proteger os seus habitantes dos inúmeros perigos que constantemente os ameaçavam. Protegei sempre os marinheiros, os italianos que peregrinam ao vosso santuário e todos nós que a vós elevamos a nossa prece e invocação. Ámen.  

DIA 11 DE JUNHO

Em 1526, uma tempestade provocou diversos estragos na região de Pollutri, em Itália. Após a tempestade, Alexandre Mutii foi ver como estavam os seus campos. Ia a rezar pelo caminho quando viu uma imagem de Nossa Senhora. A Virgem disse-lhe que o granizo da noite anterior se devia aos pecados do povo da cidade. Para evitar novos desastres, deveriam respeitar o preceito dos dias santos. Todos os dias 11 de Junho a capela recebe uma multidão de peregrinos vindos principalmente de Abruzos, Molise e Pulla. Muitos dormem no santuário, aguardando receber mensagens santas nos seus sonhos.

ORAÇÃO:

Ó amada Mãe, protegei-nos de todas as catástrofes naturais, livrando-nos da destruição e do perigo de qualquer espécie. Se cometemos algum ato contra os mandamentos de Deus, mostrai-nos o caminho da conversão e do seguimento do Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho. Ámen.

DIA 12 DE JUNHO

Situado no alto do monte Sameiro, perto de Braga, o santuário dedicado a Nossa Senhora recebe milhares de devotos todos os anos, apenas atrás do de Fátima em número de peregrinos. A iniciativa da sua construção foi do padre Martinho Pereira da Silva, para comemorar o dogma da Imaculada Conceição de Maria, decretado em 8 de dezembro de 1854. Em 1863 foi posta no local a primeira pedra e em 1869 a primeira imagem. Em 1875 veio de Roma uma nova imagem, benzida pelo Papa Pio IX e coroada solenemente em 1904 pelas autoridades eclesiásticas portuguesas.

ORAÇÃO:

Pela Imaculada Conceição da Virgem Maria preparastes, ó Deus, uma digna morada para o vosso Filho; concedei-nos por sua intercessão a graça de chegarmos purificados junto de vós. Por Cristo, Nosso Senhor.  

DIA 13 DE JUNHO

Diversas devoções de Nossa Senhora ligam-se à recuperação da saúde, sinal da confiança que o cristão tem na intercessão de Maria nas horas difíceis de dor e sofrimento. Assim surgiu o título de Nossa Senhora das Febres, devoção bastante popular em Portugal, em referência à Mãe amorosa que acalma a febre dos seus filhos aflitos e doentes.

ORAÇÃO:

Nossa Senhora, generosa e compreensiva Mãe, fazei cessar a febre de vosso filho (dizer o nome), vós sempre nos socorrestes na doença e aflição. Vinde novamente em nosso auxílio, livrando este vosso filho da doença e da dor. Ámen.  

DIA 20 DE JUNHO 

A devoção surgiu no século V, em Turim, Itália. O povo começou a chamar "Consolata" (Consoladora) à imagem da Virgem com o Menino ao colo, trazida da Palestina por Santo Eusébio.

A data da celebração da Consolata, 20 de junho, deve-se a uma tradição do século XII. Conta-se que, durante uma guerra, a imagem foi perdida e só foi reencontrada décadas depois, em 20 de junho de 1104, sob as ruínas da antiga igreja, por um cego francês que teve uma visão de Nossa Senhora. Outra tradição diz que a imagem se perdeu quando os padres tentavam protegê-la dos iconoclastas. Esconderam a imagem, mas como os conflitos demoraram anos, os únicos que sabiam do seu local faleceram.

Há diversas variações deste título, tais como: Nossa Senhora da Consolação, Consoladora dos Aflitos e Consolação dos Perseguidos.

ORAÇÃO:

Nossa Senhora Consoladora, Mãe de Jesus e Mãe da Igreja. Mãe de todos os homens, dai-me fé para seguir sempre a Jesus Cristo, vosso Filho. Quero, como vós fizestes, estar sempre perto de Jesus, em todos os momentos da vida, minha Mãe! Ajudai-me nas minhas lutas, ajudai-me nos meus trabalhos, ajudai-me a ser consciente da minha missão de cristão. Que a graça de Deus esteja sempre em mim e que eu possa comunicar essa mesma graça aos meus irmãos. Virgem Maria, eu vos saúdo, ó Mãe cheia de graça, eu vos louvo por serdes a Mãe de Cristo e nossa Mãe. Ámen.

DIA 24 DE JUNHO 

Medjugorje é uma vila da Bósnia-Herzegovina, antiga Jugoslávia. Nesta terra de agricultores, povo simples e trabalhador, ocorrem, desde 24 de Junho de 1981, aparições de Nossa Senhora a seis jovens: Ivanka e Vicka Ivankovic, Mirjana e Ivan Dragicevic, Matija Pavlovic e Jacov Colo. Nas primeiras aparições, que eram diárias, Maria disse: «Vim para converter o povo e reconciliar todo o mundo» e apresentou-se como Rainha da Paz. Pedia insistentemente: «A paz deve reinar entre o homem e Deus e entre os homens.»

Na época havia muita tensão por causa do regime comunista e os jovens foram perseguidos e impedidos de voltar ao monte onde viam a Virgem. Ela, porém, sempre os fortaleceu. Com uma coroa de doze estrelas na cabeça, a bela Senhora encanta os videntes, que a contemplam como que hipnotizados.

As aparições de Medjugorje são as mais longas da história. Foram muito importantes durante o longo período de guerra civil na antiga Jugoslávia, pois mantiveram os católicos unidos e confiantes na busca da paz. Medjugorje não sofreu nenhuma ataque durante toda a guerra, o que fez a fé aumentar na região. O pedido insistente mereceu à Virgem de Medjugorje o título de "Rainha da Paz".

ORAÇÃO:

Ó minha Mãe! Mãe de bondade, amor e misericórdia! Amo-vos imensamente e ofereço-me a vós. Por meio da vossa bondade, do vosso amor e da vossa misericórdia, salvai-me! Desejo ser vosso. Amo-vos imensamente e desejo a vossa proteção. Do íntimo do coração, peço-vos, ó Mãe de bondade, concedei-me a vossa bondade, para que, por meio dela, eu alcance o céu. Peço-vos, pelo vosso imenso amor, que me concedais a graça de puder amar a cada um como amastes a Jesus Cristo. Peço-vos a graça de vos ser grato. Ofereço-me completamente a vós e desejo que estejais comigo em cada passo, porque vós sois a "Cheia de Graça". Desejo nunca me esquecer da vossa graça e, se eu a perder, peço-vos que a encontre de novo. Ámen.  

DIA 24 DE JUNHO

Rainha da Paz é o título mais conhecido de Nossa Senhora de Medjugorje, uma vila na Bósnia-Herzegovina, antiga Jugoslávia. Desde 24 de junho de 1981, Nossa Senhora aparece aos jovens Ivanka e Vicka Ivankovic, Mirjana e Ivan Dragicevic, Matija Pavlovic e Jacov Colo a pedir conversão e paz. Nas primeiras aparições repetia insistentemente: «Paz, paz, paz, reconciliai-vos! Paz com Deus e entre vós!» Isto cerca de dez anos antes da guerra civil destruir o país. Antes disso, a então Jugoslávia vivia sob o regime comunista que controlava a Igreja e proibia as manifestações de fé.

Os jovens videntes foram muito perseguidos, mas encontraram no pároco local um grande apoio, verdadeiro mensageiro de Maria para os proteger. Conta-se que um dos principais sinais dados por Nossa Senhora Rainha da Paz em Medjugorje foi uma inscrição no céu: «MIR», que significa PAZ, Todos os habitantes puderam ver o sinal e entenderam o pedido da Virgem.  

ORAÇÃO:

Querida Mãe, Rainha da Paz, senti hoje um desejo muito grande de estar perto de vós, de falar, de receber o vosso amor, o vosso carinho tão maternal. Sabeis, Mãe querida, na nossa vida nem tudo é tranquilo e perfeito. É preciso que eu busque alegria, mas ao invés guardo na memória tantas recordações de factos que me marcaram, pessoas que me magoaram e tudo isso pesa no meu coração, tirando-me a paz.

Peço a vossa intercessão, ó doce Mãe e tão querida amiga. Ajudai-me a afastar para longe todas essas lembranças. Sei que, sendo Rainha da Paz, o que mais quereis é a suprema paz, que é Jesus. Ficai sempre junto de cada um de nós. Dai-me a vossa paz, ó Mãe, e que a vossa paz se derrame sobre todos os vossos filhos. Que a vossa paz permaneça conosco e que nada nos separe dela. Rogai por nós e estendei o vosso manto sobre Portugal e sobre todo o mundo. Ámen.  

DIA 27 DE JUNHO

Um ícone em estilo bizantino, pintado provavelmente no século XIV, era muito venerado na ilha de Creta. Muitos acreditavam que a imagem tinha sido pintada por São Lucas. Além da beleza da pintura, a fama de milagrosa, espalhou-se pelo mundo. Os religiosos redentoristas foram os maiores divulgadores, pois levaram cópias da imagem nas suas missões.

A história do ícone original está envolta em mistério. Sobreviveu a um naufrágio logo após ter sido roubado em Creta, na Idade Média; exposto numa igreja de Roma, não sofreu nenhum dano quando o templo foi destruído por um incêndio, no século XVIII; e ainda escapou intacto da invasão das tropas napoleónicas. Em 1866, com o apoio do Papa Pio I, foi exposto em Roma pelos redentoristas. Entre os necessitados e aflitos, a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é uma das mais populares, devido ao seu olhar acolhedor e terno, que inspira segurança e proteção.

ORAÇÃO:

Ó Santíssima Virgem Maria, que para nos inspirardes uma confiança sem limites quisestes tomar o terno e doce nome de Mãe do Perpétuo Socorro, eu vos suplico que me socorrais em todo o tempo e em todo o lugar: nas tentações, depois das quedas, nas dificuldades, em todas as misérias da minha vida, e, sobretudo, no transe da minha morte. Dai-me, ó amorosa Mãe, o pensamento e o costume de recorrer sempre a vós, porque estou certo de que, se for fiel em invocar-vos, vós sereis fiel em socorrer-me. Obtende-me, pois, a graça de vos suplicar sem cessar, com a confiança de um filho, a fim de que, pela virtude desta súplica constante, obtenha o vosso perpétuo socorro e a perseverança final. Abençoai-me, ó terna e carinhosa Mãe, e rogai por mim agora e na hora da minha morte. Ámen.  

DIA 28 DE JUNHO

A origem desta devoção está ligada a um ícone oriental. Durante o período dos inconoclastas, que procuravam destruir os ícones, São João Damasceno, seu defensor, foi perseguido e teve a mão direita cortada, por ordem do imperador Leão Isáurico. Após intensa oração, João recuperou milagrosamente a mão. Como ação de graças, mandou fazer uma "mão" de prata, que depositou no colo da Virgem. Surgiu então o ícone de "Nossa Senhora das Três Mãos".

No século XIII o ícone foi presenteado ao metropolita da Sérvia. Após a invasão da Sérvia pelos turcos, foi levado para o monte Athos e atualmente está no mosteiro de Kilandari. Diversas cópias da Virgem das Três Mãos encontram-se hoje espalhadas pelo Oriente, Rússia, Grécia e Sérvia.

ORAÇÃO:

As vossa mãos, ó Maria, acolhem-nos e sustentam. A elas unimos as nossas e a vós dedicamos a nossa lida diária, ó Mãe amável. Protegei-nos de todos os perigos. Ámen.  

DIA 30 DE JUNHO

De junho de 1985 a dezembro de 1992, uma imagem de Nossa Senhora "chorou sangue" mais de 700 vezes na pequena cidade de Naju, no Sudoeste da Coreia do Sul. Na sua primeira mensagem, em 1987, Nossa Senhora disse a Júlia Kim: «As minhas lágrimas, querida filha, são pelo constante fracasso da Humanidade em não conseguir amar a Deus como Ele merece e as pessoas não se amarem mutuamente como Ele nos ensinou; também por causa do execrável aborto que mata diariamente uma quantidade incontável de bebés, assassinando inocentes no útero das suas mães por cobardia, maldade e prazer satânico e ainda por causa das muitas almas que se recusam a arrepender-se dos seus pecados, não se interessando em procurar um meio para a sua conversão e com isso correrem o risco da condenação eterna.»

Quando as lágrimas cessaram, brotou da imagem um perfume de rosas, que perdurou por cerca de dois anos. Os sinais de Naju não foram oficialmente reconhecidos pela Igreja e ainda estão sob análise.

ORAÇÃO:

As vossas lágrimas, Senhora, demonstram a dor da Mãe que sofre ao ver os filhos a desviarem-se do caminho de Deus. Que com a vossa ajuda, querida Mãe, todos possamos voltar ao caminho da oração, do amor e da fé. Ámen.  

VIGÍLIA DE PENTECOSTES

Maria sempre esteve próxima dos Apóstolos, durante o ministério público de Jesus e após a sua morte e Ressurreição. Um exemplo é a presença de Maria com o grupo dos Doze quando, reunidos em oração no cenáculo, Cristo lhes envia o Espírito Santo. (cf. At 2,1-4)

O acontecimento, conhecido como Pentecostes, marca o início da evangelização, difusão da Boa Nova de Cristo. Marca também o início da devoção a Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, aquela que fortalece e anima os Apóstolos na missão.

O título está nas Ladainhas, aprovadas por São Gregório Magno, mas foi difundido principalmente por São Vicente Palloti e pelo Beato Tiago Alberione. Ambos colocaram as suas congregações sob a proteção da Rainha dos Apóstolos. Tiago Alberione fundou, a partir de 1914, um conjunto de Institutos conhecidos como "Família Paulina". Todos os membros das Congregações e Institutos por ele fundados se consagram à Rainha dos Apóstolos. A imagem, encomendada pelo Padre Alberione ao artista italiano J. B. Conti, representa Maria a segurar o Menino Jesus, num gesto de doação: entrega Jesus ao mundo. O Menino tem na mão um pergaminho, símbolo da Boa Nova que veio anunciar e do apostolado dos seus discípulos.

ORAÇÃO:

Ó Deus, que concedestes o Espírito Santo aos vossos Apóstolos, que oravam unânimes com Maria, Mãe de Jesus, fazei que também nós, protegidos por essa mesma Mãe, Mestra e Rainha, saibamos servir fielmente a vossa majestade e difundamos a glória do vosso nome, mediante a palavra e as obras. Pelo mesmo Jesus Cristo, Nosso Senhor. Ámen.  

TERCEIRO SÁBADO APÓS O PENTECOSTES

Diversos escritores cristãos referem-se ao Imaculado Coração de Maria. Destacam-se os santos Éfrem, Jerónimo, Agostinho, Anselmo, Tomás de Aquino, Boaventura, Francisco de Sales. Quem popularizou a devoção, no entanto, foi São João Eudes, no século XVII, com a obra O Coração Admirável da Santíssima Mãe de Deus.

A devoção ao Imaculado Coração de Maria sempre esteve associada à do Sagrado Coração de Jesus. Por isso, as festas litúrgicas são em dias seguidos: terceira sexta-feira (Coração de Jesus) e terceiro sábado (Coração de Maria) depois do Pentecostes. As aparições de Fátima intensificaram a devoção, pois a própria Virgem manifestou o desejo de ver todos os cristãos consagrados ao seu Imaculado Coração. O Papa Pio XII, em 1942, consagrou toda a Humanidade ao Coração de Maria.

A principal característica desta devoção é exaltar o amor que Maria dedicou ao seu Filho Jesus e dedica a cada um de nós, hoje, seus filhos.

CONSAGRAÇÃO:

Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, ao vosso Coração Imaculado nos consagramos, em ato de entrega total ao Senhor. Por vós seremos levados a Cristo. Por Ele e com Ele seremos levados ao Pai. Caminharemos à luz da fé e faremos tudo para que o mundo creia que Jesus Cristo é o Enviado do Pai. Com Ele queremos levar o amor e a salvação até aos confins do mundo. Sob a proteção do vosso Coração Imaculado seremos um só povo com Cristo. Seremos testemunhas da sua Ressurreição. Por Ele seremos levados ao Pai, para glória da Santíssima Trindade, a quem adoramos, louvamos e bendizemos. Ámen.  

TERCEIRO DOMINGO APÓS O PENTECOSTES

É o título de Nossa Senhora invocada na cidade de Bérgamo, em Itália. Conta-se que a origem da devoção está ligada a um episódio ocorrido com dois comerciantes da cidade. Quando voltavam para casa, estando já muitos escuro, enganaram-se no caminho e foram parar a um bosque muito perigoso. Ao tomar conhecimento da situação, puseram-se de joelhos a rezar à Virgem. Viram então uma luz a indicar o caminho para sair da mata. Chegados à cidade, viram novamente a luz, que depois tomou os traços da Virgem, sobre várias rosas. Não tardaram a construir ali um santuário, em agradecimento por tê-los livrado do perigo. O Papa Martinho V dedicou o santuário a Nossa Senhora das Rosas e Leão XIII estendeu a festa a toda a diocese de Bérgamo, fixando-a no terceiro domingo do Pentecostes.

ORAÇÃO:

Na escuridão mostrastes o caminho certo que os comerciantes de Bérgamo deveriam seguir para fugir do perigo. Igualmente, Senhora das Rosas, apontai-nos hoje a direção que devemos tomar para ir ao encontro do vosso amor e do Reino de Deus. Por Cristo, Nosso Senhor. Ámen.