JANEIRO

DIA 1 DE JANEIRO

No ano de 431, o Concílio de Éfeso proclamou solenemente o dogma da Maternidade Divina de Maria: ela é verdadeiramente Mãe de Cristo, que é verdadeiro Filho de Deus. Maria é, assim, a Teotókos – Mãe de Deus.

A tradição e a devoção a Nossa Senhora Mãe de Deus, no entanto é muito anterior ao Concílio: estava presente na vida das primeiras comunidades cristãs.

Foi a primeira festa mariana da Igreja ocidental.

O Concílio Vaticano II reforçou o dogma, afirmando que «Maria, filha de Adão, dando o seu consentimento à palavra divina, tornou-se Mãe de Jesus e, não retida por qualquer pecado, abraçou de todo o coração o desígnio salvador de Deus, consagrou-se totalmente, como escrava do Senhor, à pessoa e à obra de seu Filho, subordinada a Ele e juntamente com Ele, servindo pela graça de Deus omnipotente o mistério da Redenção.» (cf. Lumen Gentium, 56)

Ela é portanto Mãe de Deus e Mãe de toda a Humanidade redimida por Cristo.

ORAÇÃO:

Dai-me, Senhora Mãe de Deus, um pouco da vossa força para a minha fraqueza.

Um pouco da vossa coragem para o meu desalento.

Um pouco da vossa compreensão para o meu problema.

Um pouco da vossa plenitude para o meu vazio.

Um pouco da vossa rosa para o meu espinho.

Um pouco da vossa certeza para a minha dúvida.

Um pouco do vosso Sol para o meu inverno.

Um pouco da vossa disponibilidade para o meu cansaço.

Um pouco do vosso rumo infinito para o meu extravio.

Um pouco da vossa neve para o meu barro.

Um pouco da vossa serenidade para a minha inquietude.

Um pouco da vossa chama para o meu gelo.

Um pouco da vossa luminosidade para a minha noite.

Um pouco da vossa alegria para a minha tristeza.

Um pouco da vossa sabedoria para a minha ignorância.

Um pouco do vosso amor para o meu rancor.

Um pouco da vossa pureza para o meu pecado.

Um pouco da vossa vida para a minha morte.

Um pouco da vossa transparência para o meu escuro.

Um pouco do vosso Filho de Deus para este vosso filho pecador.

Com todos esses "poucos", Senhora, eu terei tudo.

E assim seja, eternamente, com Cristo na glória. Aleluia!

DIA 1 DE JANEIRO

Em dezembro de 1696, o povo organizou uma procissão com a imagem de Nossa Senhora de Guapulo para a catedral de Quito, no Equador, cujo bispo estava gravemente enfermo. Em certo momento, o padre José de Olloa apontou para o céu a gritar: «A Virgem! A Virgem!» Todos puderam contemplar a imagem da Virgem sobre uma nuvem ("nube", em espanhol), com o Menino nos braços. O bispo ficou imediatamente curado. Assim se ergueu na catedral um altar a Nossa Senhora de La Nube, ou "da Nuvem".

ORAÇÃO:

Rainha do Céu, Maria, manifestastes-vos ao povo do Equador sobre uma nuvem, símbolo do vosso trono. Manifestai-vos hoje a nós como Mãe e Rainha, curando as nossas doenças e todo o mal que nos impede de atingir a perfeita caridade. Ámen.  

DIA 13 DE JANEIRO 

Após a perseguição dos iconoclastas, em 1688, foram construídos um santuário e um convento numa montanha próxima a Tagliacozzo, Itália, onde foi escondido o ícone da "Virgem do Oriente". A imagem de Maria com o Menino ao colo é conhecida também como "Estrela do Oriente". O dia da festa, 13 de janeiro, recorda a proteção da Virgem à população de Tagliacozzo num terramoto que abalou a região

ORAÇÃO:

Admiramos a vossa força, Senhora, para nos ajudar a superar os diversos momentos de perigo, como a perseguição e os desastres naturais. Suportastes diversas ameaças e por isso recorremos a vós hoje, para que aumenteis em nós a esperança e o entusiasmo diante da situação de injustiça e opressão em que vivemos. Com a vossa proteção enfrentamos qualquer desafio, querida Mãe. Ámen.  

DIA 15 DE JANEIRO

A cerca de 120 Km da capital da Bélgica há uma vila chamada Banneux, que significa banal, comum. No dia 15 de janeiro de 1933, Nossa Senhora apareceu nessa vila à menina Mariette Beco, filha de um pobre metalúrgico desempregado. Era um dia de muita neve, Mariette viu a Senhora que a chamava do lado de fora da casa, mas foi impedida de sair pela sua mãe. Rezou para que ela aparecesse outra vez e assim aconteceu. Apareceu mais seis vezes, revelando-se como a "Virgem dos pobres" e pedido muitas orações. Em 1949, foi construído no local das aparições um santuário. É também chamada Nossa Senhora dos pobres.

ORAÇÃO:

Nossa Senhora, Virgem dos Pobres, acalentai o coração dos que sofrem com a pobreza e o abandono. Fazei que a justiça prevaleça sobre a injustiça, a caridade sobre o egoísmo, a solidariedade sobre o individualismo. Assim viveremos mais tranquilos e felizes. Ámen.  

DIA 15 DE JANEIRO

A região de Liège, Bélgica, é uma das mais inférteis da Europa. Ali fica a vila de Banneux, onde Mariette Beco, de doze anos, teve em 1933 uma série de visões de Nossa Senhora. A primeira aparição ocorreu em 15 de janeiro, no quintal da casa. Ao olhar pela janela, Mariette viu uma senhora muito formosa, toda iluminada; vestida como a Virgem de Lourdes. Queria ir ao seu encontro, mas foi impedida pela mãe, temerosa por não saber o que se passava. Dias depois, a Virgem aparece novamente e conduz Mariette até uma fonte. Lá diz-lhe: «Esta fonte está reservada para mim.» E desaparece. Diante da incompreensão da menina, disse noutra aparição: «Esta fonte está reservada para todas as nações, para restaurar e socorrer os doentes.» A menina perguntou também qual era o nome da Senhora, que respondeu: «Eu sou a Virgem dos pobres».

Uma simples capela foi construída junto à fonte, conforme o desejo da Virgem dos Pobres. Em 1949, as aparições foram oficialmente reconhecidas e um santuário foi construído no local.

ORAÇÃO:

Nossa Senhora, Virgem dos Pobres, acalentai o coração dos que sofrem com a pobreza e o abandono. Fazei que a justiça prevaleça sobre a injustiça, a caridade sobre o egoísmo, a solidariedade sobre o individualismo. Assim viveremos mais tranquilos e felizes. Ámen.  

DIA 17 DE JANEIRO

Em 17 de janeiro de 1871, num dia frio, com neve e já ao anoitecer, Eugénio Barbedette, de doze anos, e o seu irmão mais novo ajudavam a esmagar os talos de tojo para a ração do cavalo, em Pontmain, França. Ao olhar para o céu, Eugénio viu a figura de Nossa Senhora sobre a casa vizinha.

Chamou a atenção do irmão José, do pai e de uma senhora que ia a passar. Apenas o irmão pequeno de Eugénio viu a mesma coisa que ele via. «Oh, sim!», respondeu José, «vejo uma Senhora bela e grande, vestida com uma túnica azul brilhante, como as bolas de anil que usam para a roupa.» Tristemente, a Virgem olhava para o seu Filho na cruz.

A aparição durou cerca de três horas. Muitos moradores aproximaram-se, mas só as crianças viam a Virgem. Na imagem, surgiu uma inscrição: «Meus filhos, rezai. Deus vos ouvirá muito em breve. O meu Filho deixa-Se comover.» Afastado do local da visão de Pontmain, achava-se o general prussiano Schmidt com as suas tropas, que não conseguiram prosseguir em direção à vila. O bispo de Laval, monsenhor Wicart, um ano depois, em 2 de fevereiro de 1872, divulgou uma carta pastoral a aprovar o culto à Virgem da Esperança de Pontmain.

ORAÇÃO:

Querida Mãe, Senhora de Pontmain, que protegestes o povo durante o tempo de guerra, renovai em cada dia a nossa esperança. Que a nossa vida corresponda sempre às nossas orações. Ámen.  

DIA 21 DE JANEIRO

A devoção à Virgem de Altagrácia é a primeira das Américas. Surgiu na vila de Salvaleón de Higuey, República Dominicana, onde hoje existe um grande santuário. O santuário de Higuey, por sinal, é o primeiro da América, cuja construção teve início em 1539.

Há diversas lendas sobre a origem do culto. Uma destas tradições diz que, por ocasião de uma viagem do pai, duas irmãs pediram que lhes trouxesse presentes: uma pediu roupas e perfumes; a outra, uma imagem da Virgem de Altagrácia. O pai procurou a imagem em todos os lugares, mas não a encontrou. Voltou triste para casa, sem saber como dizer à filha que não existia tal imagem. Numa das paragens, porém, como que por milagre, um senhor ofereceu-lhe uma imagem da Virgem – retratando o nascimento de Jesus – e disse ser Nossa Senhora de Altagrácia. É a imagem que hoje se encontra no santuário de Higuey.

Pesquisas históricas dizem que o quadro foi trazido de Espanha em 1502, pelos irmãos Alfonso e Antonio Trejo.

ORAÇÃO:

Ó Mãe querida, Virgem dulcíssima de Altagrácia, padroeira nossa, olhai para nós, prostrados na vossa presença, desejosos de vos oferecer nesta oração o testemunho do nosso amor e correspondência aos inúmeros favores que de vossas mãos recebemos. Vós sois nossa Mestra: como discípulos queremos aprender os exemplos da vossa vida santa. Sois nossa Mãe: como filhos aqui viemos oferecer todo o amor do nosso coração. Recebei, Mãe querida, as nossas ofertas e escutai as nossas súplicas. Ámen.