BIOGRÁFICOS

«Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo!» (Lc 1,28) Assim começa o "anúncio" do anjo Gabriel a Maria. Ela foi agraciada por Deus, escolhida para ser a Mãe do Salvador. Gabriel anuncia que ela dará à luz o Filho de Deus para a salvação do mundo. Com o "sim" de Maria nasceu o título de Nossa Senhora da Anunciação, cuja festa é celebrada dia 25 de março, nove meses antes do nascimento de Cristo. O "sim" de Maria é como um selo que define a aliança do povo (hebreu e cristão) com Deus, por isso marca o início da Nova Aliança. Da anunciação também se origina a devoção a Maria, Mãe de Deus. O Evangelho de Lucas desenvolve, no capítulo primeiro, o tema da Anunciação.
ORAÇÃO:
O anjo do Senhor anunciou a Maria.
E Ela concebeu pelo poder do Espírito Santo.
Eis a serva do Senhor.
Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
E o Verbo Divino encarnou.
E habitou entre nós.
Rogai por nós santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos. Infundi, Senhor, em nossos corações a vossa graça, vo-l´O suplicamos, a fim de que, tendo conhecido pela Anunciação do Anjo a encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, pelos merecimentos da sua Paixão e Morte, sejamos conduzidos à glória da Ressurreição. Por Cristo Nosso Senhor. Ámen.

A apresentação de Maria no templo não é citada na Sagrada Escritura, mas existem vários relatos sobre ela nos livros chamados "apócrifos". Com três anos, Maria foi levada pelos seus pais, Ana e Joaquim, ao templo para ser consagrada a Deus. Iniciava aí a preparação do seu corpo e da sua alma para receber o Filho de Deus.
A apresentação é uma das festas mais estimadas no Oriente, celebrada desde o século IV. A Igreja Romana só a introduziu no calendário litúrgico em 1562. O significado desta festa é mostrar Maria como verdadeiro templo onde Deus Se estabelece como fonte de salvação.
ORAÇÃO:
Minha querida Mãe, Nossa Senhora da Apresentação, que aos três anos subistes as escadarias do templo para vos consagrares inteiramente a Deus, praticando assim o mais agradável ato de religião ao Senhor! Seja-vos também agradável a nossa homenagem, a nossa consagração. Consagrastes ao Senhor, ó Rainha do Céu, na flor da infância, o vosso espírito e o vosso coração, o vosso corpo e todas as potências do vosso ser pelo sacrifício total, o mais generoso e desinteressado, pela mais solene imolação que o mundo já viu, antes da imolação do Calvário. Nós, aqui na terra de exílio, unimo-nos aos espíritos celestes que assistiram a essa augusta cerimónia, que foi como prelúdio de todas as vossas festas. Com eles e todos os santos cantamos as glórias da vossa Apresentação bendita. Ámen.

A solenidade da Assunção de Nossa Senhora é celebrada desde o século VI pelas igrejas do Oriente. Chamada inicialmente "trânsito" e "dormição de Maria", difundiu-se no Ocidente a partir do século XIV. Em 1950, o Papa Pio XII proclamou o dogma da Assunção, reafirmando esta verdade de fé: Maria foi elevada ao céu em corpo e alma.
Foi o coroamento da sua vida imaculada, não manchada por pecado de espécie alguma. Isso mostra a estreita sintonia com o seu Filho, vencendo com Ele o pecado e a morte, e mostra o caminho de todo o fiel rumo à ressurreição.
Nesta solenidade, celebrada em 15 de agosto, estão contidos os principais ensinamentos sobre Nossa Senhora: a Imaculada Conceição, a Divina Maternidade e a Virgindade Perpétua de Maria. A Mãe de Jesus é a nova Arca da Aliança, é imagem da Igreja.
ORAÇÃO:
Ó dulcíssima Soberana, Rainha dos Anjos, bem sabemos que, miseráveis pecadores, não éramos dignos de vos possuir neste vale de lágrimas. Sabemos também que a vossa grandeza não vos faz esquecer a nossa miséria e, no meio de tanta glória, a vossa compaixão, longe de diminuir, aumenta cada vez mais a vossa bondade para connosco.
Do alto desse trono em que reinais sobre todos os anjos e santos, volvei para nós os vossos olho misericordiosos. Vede a quantas tempestades e perigos estaremos, sem cessar, expostos até ao fim da nossa vida! Pelos merecimentos da vossa bendita morte, obtende-nos aumento da fé, confiança e santa perseverança na amizade de Deus, para que possamos, um dia, beijar os vossos pés e unir as nossas vozes à dos espíritos celestes, para louvar e cantar as vossas glórias eternamente no céu. Assim seja.

Nossa Senhora de Belém apresenta-nos o nascimento de Jesus. A pobre jovem que chega à cidade de Belém e não tem onde ficar acaba por passar a noite com o seu marido num estábulo. Aí ela dá à luz o seu Filho. O Infante D. Henrique, muito devoto de Maria, construiu uma capela dedicada a Nossa Senhora de Belém, no Restelo, próximo de Lisboa.
Nossa Senhora de Belém é também a devoção que move a comunidade francesa de Belléan, onde existe um santuário. Conforme uma antiga tradição, as mulheres que se preparam para o casamento devem fazer uma peregrinação ao santuário a pé, sem rir nem conversar, nos dias 15 de agosto e 8 de setembro.
ORAÇÃO:
Na cidade de Belém destes à luz o nosso Salvador, ó Mãe querida, e por isso a cidade tornou-se abençoada. Fazei que Cristo renasça no coração de cada um de nós, a fim de sentirmos a mesma alegria que sentistes na humilde estalagem de Belém e também nós sejamos abençoados. Ámen.

Maria deu à luz o Filho de Deus, o Verbo Encarnado, como nos diz São João de maneira muito bela no início do seu evangelho. Maria é, assim, a portadora da Boa Nova, aquela que trouxe no seu ventre a Palavra Viva. Desde os primórdios do Cristianismo, Nossa Senhora é reconhecida por tal ação e não tardou a surgir o culto a Nossa Senhora da Boa Nova. Outra tradição liga este culto à Anunciação: anúncio do nascimento de Jesus (a Boa Nova) pelo anjo Gabriel.
Em Portugal a devoção é muito difundida, especialmente nas dioceses de Braga e Porto. No Alandroal, no Alentejo, há um santuário do século XIV com paredes e tetos cobertos com frescos de 1706. Veja também Nossa Senhora das Boas Novas.
ORAÇÃO:
Ao ouvirdes, Senhora, o anúncio do anjo Gabriel de que seríeis a Mãe do Salvador, não hesitastes em dizer "sim". Ajudai-nos hoje a também dizermos "sim" ao anúncio da Boa Nova do Reino, aceitando e vivendo intensamente a mensagem do Verbo Encarnado, Nosso Senhor Jesus Cristo. Ámen.

Maria acompanhou Jesus nas suas pregações e estava ao seu lado no doloroso caminho do Calvário, mostrando-se sempre fiel à sua missão no plano de salvação do Pai. Aos pés da cruz, Maria chorou e foi consolada pelo Filho que a nomeou Mãe de toda a Humanidade (Jo 19,25-27).
No Calvário viveu a dor mais profunda de uma mãe: ver o seu Filho sofrer e morrer. Por isso, Nossa Senhora do Calvário é invocada pelas mães nos momentos de sofrimento e angústia.
Em Faro há a devoção a Nossa Senhora do Pé da Cruz, que é uma variação deste título.
ORAÇÃO:
Virgem Maria, Mãe da Humanidade, com o coração entristecido acompanhastes Jesus no caminho do Calvário. Consolai todas as mães que sofrem por causa dos seus filhos. Por pior que seja a situação que cada família enfrente, que as mães busquem sempre em vós o auxílio necessário para encontrar a resposta para os seus problemas. Dedicai especial atenção a mim hoje, para que eu possa, com o vosso apoio, superar este momento delicado da minha vida. Ámen.

Candeia é uma espécie de lamparina ou vela alimentada por óleo combustível, muito comum no tempo em que não havia energia elétrica. Há duas tradições para o título de Nossa Senhora das Candeias. Uma identifica-a com Nossa Senhora da Purificação, que lembra a apresentação de Jesus no templo, quando Maria cumpriu o rito de purificação. Nesta festa de apresentação costuma realizar-se uma procissão com velas; daí o nome "das candeias".
Uma tradição diferente associa este título a Nossa Senhora da Candelária, padroeira das Ilhas Canárias, por causa do milagre acontecido no momento em que a imagem foi encontrada no local: várias candeias estavam a ser seguradas por anjos, seres invisíveis. É a mesma Senhora da Expectação, da Purificação, da Candelária, da Luz.
ORAÇÃO:
Valha-nos, ó Deus, a intercessão da sempre Virgem Maria, para que, livres de todos os perigos, vivamos na vossa paz. Ámen.

Em 1854, o Papa Pio IX proclamou o dogma da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, assumido como verdade de fé já em 1439 pelo Concílio de Basileia. Ainda mais antiga é a devoção popular que considera Maria livre de qualquer pecado. Maria é a nova Eva, Mãe da Humanidade, imaculada desde a conceção. O dogma foi enaltecido quatro anos depois, com a aparição da virgem em Lourdes, onde ela declarou ser a "Imaculada Conceição", aquela que foi preservada do pecado desde o momento em que foi concebida.
Regista-se que já em 836, em Toulouse, França, Nossa Senhora apareceu ao sacerdote Gondisalve, manifestando o desejo de ser venerada sob este título. O sacerdote procurou divulgar a devoção e instituiu a festa, atualmente celebrada no dia 8 de dezembro. Nossa Senhora da Conceição foi proclamada padroeira de Portugal pelo rei D. João IV, em 1646. A partir dessa data os reis não mais puseram a coroa real na cabeça, direito que passou a pertencer apenas à Excelsa Rainha, Mãe de Deus. É a padroeira principal de Portugal.
ORAÇÃO:
Virgem Santíssima, que fostes concebida sem o pecado original e por isso mereceis o título de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e por terdes evitado todos os outros pecados, o anjo Gabriel saudou-vos com as belas palavras: «Ave Maria, cheia de graça.» Nós vos pedimos que nos alcanceis do vosso divino Filho o auxílio necessário para vencermos as tentações e evitarmos os pecados; e já que vos chamamos Mãe, atendei com caminho maternal a este nosso pedido. E que assim possamos viver como dignos filhos vossos. Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós. Ámen.

Em 958, Maria apareceu a um pobre na cidade de Herford, na Alemanha, e encarregou-o de levar a um mosteiro próximo uma mensagem de penitência e de conversão. Daria um sinal para as monjas crerem: uma pomba poisaria sobre a cruz a ser levantada em frente ao mosteiro, o que realmente aconteceu. Daí surgiu o nome Nossa Senhora da Cruz.
O título, no entanto, tem grande relação com a presença de Maria aos pés da cruz de Cristo. A Virgem acompanhou o Filho até ao fim, compartilhando a sua dor e sofrimento. Esteve ao seu lado na crucificação, assim como O acompanhou durante toda a vida. Por isso hoje todos os que sofrem pedem auxílio a Maria, nossa Mãe, pois sabemos que ela nunca nos abandona; pelo contrário, consola-nos nos momentos de dor.
Veja também Nossa Senhora do Calvário.
ORAÇÃO:
Maria, que aos pés da cruz sentistes a mais terrível dor ao ver o sofrimento do vosso Filho, vinde em nosso auxílio e confortai-nos nos nossos momentos de dor e sofrimento. Ajudai-nos a carregar as nossas cruzes diárias. Ámen.

Esta devoção faz referência à fuga da Sagrada Família para o Egito, retratada na Escritura (Mt 2,3ss). Avisado pelo anjo, José leva Maria e o Menino para um lugar seguro, longe de Herodes. Neste exílio forçado preparam Jesus para o seu regresso à Galileia. A Sagrada Família passou cerca de cinco anos no Egito, voltando para Nazaré depois da morte de Herodes.
A devoção foi muito forte no período colonial, talvez pelo sentimento dos portugueses de encontrar na Virgem exilada o consolo de que necessitavam para o seu próprio desterro. Em alguns lugares ela é chamada Nossa Senhora dos Imigrantes ou da Fuga para o Egito.
ORAÇÃO:
De Belém ao Egito, com o Menino recém-nascido escondido e apertado ao peito, por terras desérticas e desconhecidas, triste e silenciosa, seguindo os passos firmes de José... Eis a Mãe do Filho de Deus a caminho do Desterro. Nossa Senhora do Desterro, olhai para nós, vossos filhos, apreensivos e inseguros, neste vale de lágrimas, a caminho da Pátria definitiva. Depois deste desterro, ó Mãe carinhosa, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria. Nossa Senhora do Desterro, acompanhai-nos na travessia do deserto da vida, até alcançarmos o oásis eterno: o Céu. Ámen.

Diversas imagens e invocações de Maria salientam o aspeto da sua dor, ao ver o sofrimento e morte do Filho. Desde muito cedo se iniciou a devoção a Nossa Senhora das Dores e atualmente é uma das mais difundidas em Portugal. A sua imagem recorda as palavras do profeta Simeão, no templo de Jerusalém, por ocasião da apresentação do Menino. «Uma espada trespassará a tua alma». O Papa Pio VII introduziu a festa no calendário litúrgico, confirmando a participação dolorosa da Mãe na redenção operada pelo Filho.
Maria acompanhou Jesus nos momentos de dor – flagelação e crucificação – e ela própria viveu muitas dores: a perseguição de Herodes; a fuga para o Egito; a perda do Filho, aos doze anos, na peregrinação a Jerusalém; a morte e sepultura d´Ele. O povo sofrido e constantemente em contacto com as "dores" da vida identifica-se enormemente com a Virgem. Com ela também se consola e fortalece, pois o sofrimento é caminho para a glorificação.
ORAÇÃO:
Minha Mãe dolorosa, não vos quero deixar sozinha a chorar; quero acompanhar-vos também com as minhas lágrimas. Esta graça vos peço hoje: alcançai-me terna devoção à paixão Jesus e à vossa, a fim de que todos os dias que me restam me sirvam somente para chorar as vossas dores e as do meu Redentor. Elas alcançar-me-ão o perdão, a perseverança e o céu, onde espero cantar as misericórdias infinitas de Jesus, por toda a eternidade. Ámen.

Em diversas regiões do Oriente, a principal festa mariana recorda a sua morte e subida ao céu em corpo e alma. Os latinos chamavam a esta festa Dormitio, transitus, depositio, pausatio, natale ou assumptio. O nome que prevaleceu na tradição católica foi a Assunção, mas é bastante popular o termo "dormição", que deu origem a esta devoção. Segundo a tradição, Maria faleceu no monte Sião, com pouco mais de sessenta anos, e foi elevada ao céu em corpo e alma à Glória Celeste.
ORAÇÃO:
Como prémio para uma vida não manchada pelo pecado, fostes elevada ao céu em corpo e alma, Mãe Santíssima. Vós sois o nosso modelo e o nosso apoio. Ajudai-nos também a nós a fugirmos de toda a espécie de pecado, a fim de sermos dignos aos olhos de Deus e como vós sermos elevados ao céu. Ámen.

A devoção a Nossa Senhora da Encarnação está intimamente ligada à Anunciação e ao dogma da Imaculada Conceição. Maria é a personagem fundamental na Encarnação do Verbo. Por ser a escolhida para acolher no seio o Filho de Deus, Maria tornou-se também a Mãe de todos nós. Uma das igrejas mais antigas a ela dedicadas data de 1588, em Leiria. No século XVIII foi totalmente reformada, sendo revestida de azulejos que imitam os do século XVI, destruídos durante a invasão francesa, e ganhou uma enorme escadaria que hoje serve para acolher os peregrinos. Os azulejos retratam a vida da Virgem Maria. No Chiado, em Lisboa, encontramos também uma igreja barroca a ela dedicada.
ORAÇÃO:
Deus, nosso Pai, que fizestes nascer da Virgem Mãe o Salvador prometido há tantos séculos, por vossa bondade, dai-nos a graça de O reconhecer em cada ser humano. Ele que é Deus Convosco na unidade do Espírito Santo. Ámen.

O Concílio de Toledo fixou em dezembro a festa da Expectação de Nossa Senhora. Expectação significa desejo de ver e saber, curiosidade, em referência à expectativa do nascimento de Jesus. Lembra os nove meses que a Virgem esperou pelo nascimento do Filho de Deus nela encarnado. Lembra também os séculos em que patriarcas e profetas anunciavam esse acontecimento inaudito. É a mesma Senhora do Ó, do Bom Parto e das Candeias.
ORAÇÃO:
Assim como vós aguardastes ansiosa, Senhora nossa, o nascimento do vosso Filho, todos nós aguardamos a chegada definitiva do Reino. Enquanto esse momento não chega, ajudai-nos a viver com fidelidade e fervor a mensagem evangélica. Por Cristo, nosso Mestre e Pastor. Ámen.

Jesus, Maria e José formam a Sagrada Família, modelo perfeito de convívio familiar. Cada família hoje deveria espelhar-se no exemplo dado por Maria e José no cuidado e educação do Menino Jesus. Cada filho hoje deveria seguir o exemplo de respeito, atenção e carinho que Jesus demonstrou sempre por Maria, sua Mãe, e por José, seu pai adotivo. Por tudo isso, Maria é invocada como protetora das famílias. A festa da Sagrada Família é celebrada no domingo após o Natal.
ORAÇÃO:
Virgem Maria, com humildade acorremos a vós, todos os da nossa família, certos de que não nos abandonais por causa das nossas limitações e faltas. Animados pelo vosso amor de Mãe, oferecemo-vos o nosso corpo para que o purifiqueis, a nossa alma para que a santifiqueis, o que somos e o que temos, consagrando tudo a vós. Amparai, protegei, bendizei e guardai sob a vossa maternal bondade a todos e a cada um dos membros desta família que se consagra totalmente a vós. Ámen.

A devoção a Nossa Senhora da Glória está associada ao dogma da Assunção de Maria ao Céu, ou seja, da sua glorificação e coroação como Rainha da Glória. Os principais elementos celebrados nesta devoção aparecem no Rosário, quando rezamos os "mistérios gloriosos" (da Glória), associando a missão de Maria à de Cristo. Os mistérios são: a ressurreição de Jesus, a ascensão de Jesus, a descida do Espírito, a assunção de Maria e a coroação de Maria.
ORAÇÃO:
Ó dulcíssima soberana, Rainha da Glória, bem sabemos que somos pobres pecadores. Sabemos também que a vossa grandeza não vos faz esquecer a nossa miséria e, no meio de tanta glória, a vossa compaixão, longe de diminuir, aumenta cada vez mais para connosco. Do alto desse trono, onde reinais sobre todos os anjos e santos, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos. Vede a quantas tempestades e mil perigos estaremos, sem cessar, expostos até ao fim da nossa vida!
Pelos merecimentos de vossa bendita morte obtende-nos o aumento da fé, da confiança e da santa perseverança na amizade com Deus, para que possamos, um dia, ir beijar vossos pés e unir as nossas vozes às dos espíritos celestes, para cantar a vossa glória eternamente no céu. Assim seja.

Diversos escritores cristãos referem-se ao Imaculado Coração de Maria. Destacam-se os santos Éfrem, Jerónimo, Agostinho, Anselmo, Tomás de Aquino, Boaventura, Francisco de Sales. Quem popularizou a devoção, no entanto, foi São João Eudes, no século XVII, com a obra O Coração Admirável da Santíssima Mãe de Deus.
A devoção ao Imaculado Coração de Maria sempre esteve associada à do Sagrado Coração de Jesus. Por isso, as festas litúrgicas são em dias seguidos: terceira sexta-feira (Coração de Jesus) e terceiro sábado (Coração de Maria) depois do Pentecostes. As aparições de Fátima intensificaram a devoção, pois a própria Virgem manifestou o desejo de ver todos os cristãos consagrados ao seu Imaculado Coração. O Papa Pio XII, em 1942, consagrou toda a Humanidade ao Coração de Maria.
A principal característica desta devoção é exaltar o amor que Maria dedicou ao seu Filho Jesus e dedica a cada um de nós, hoje, seus filhos.
CONSAGRAÇÃO:
Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, ao vosso Coração Imaculado nos consagramos, em ato de entrega total ao Senhor. Por vós seremos levados a Cristo. Por Ele e com Ele seremos levados ao Pai. Caminharemos à luz da fé e faremos tudo para que o mundo creia que Jesus Cristo é o Enviado do Pai. Com Ele queremos levar o amor e a salvação até aos confins do mundo. Sob a proteção do vosso Coração Imaculado seremos um só povo com Cristo. Seremos testemunhas da sua Ressurreição. Por Ele seremos levados ao Pai, para glória da Santíssima Trindade, a quem adoramos, louvamos e bendizemos. Ámen.

O título de Nossa Senhora dos Impossíveis teve origem no facto de terem acontecido a Maria três coisas humanamente impossíveis: foi concebida sem pecado original; é Virgem e Mãe; é Mãe de Deus. Maria diferencia-se de todos os outros seres humanos por ter sido escolhida por Deus para ser a Mãe do seu Filho, o nosso Salvador. Para tanto, Maria não poderia estar marcada pelo pecado. Este diferencial torna-a única e especial e por isso é venerada desde os primórdios do Cristianismo. Os relatos da Sagrada Escritura e da Tradição são os fundamentos sobre os quais se apoia esta devoção.
ORAÇÃO:
Ó incomparável Senhora dos Impossíveis, Mãe de Deus, Rainha dos anjos, advogada dos pecadores, refúgio e consolação dos aflitos, livrai-nos de tudo o que possa ofender-vos e ao vosso Santíssimo Filho, meu querido redentor Jesus Cristo. Virgem bendita, protegei-me a mim e à minha família de todas as doenças, da fome, dos assaltos, raios e outros perigos que nos possam atingir. Soberana Senhora, dirigi-nos em todos os assuntos espirituais e temporais. Livrai-nos das tentações do demónio para que, trilhando o caminho da virtude pelos merecimentos do preciosíssimo sangue do vosso Filho e da vossa puríssima virgindade, vos possamos ver, amar e gozar na eterna glória, por todos os séculos. Ámen.

A origem desta devoção está associada à apresentação de Jesus no templo, quando Simeão reconhece Jesus como «luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel» (Lc 2,32). Também recebe o nome de Candeias, devido à candeia levada por Maria ao apresentar-se no templo com o Menino Jesus. Denomina-se também "Purificação de Maria", que na ocasião cumpria a lei mosaica.
Um facto ocorrido com o Português Pedro Martins, no século XV, reforçou a devoção a Nossa Senhora da Luz. Preso por piratas, Martins rezava incessantemente enquanto em Portugal todos viam uma estranha luz a surgir numa fonte. Em sonhos, a Virgem da Luz disse a Martins que no dia seguinte ele acordaria na sua terra, mas como agradecimento deveria procurar uma imagem perdida e construir no local uma igreja. A imagem fora encontrada exactamente na fonte da "luz".
ORAÇÃO:
Ó querida e gloriosa padroeira, Nossa Senhora da Luz, fomos, pela divina Providência, colocados sob a vossa especial proteção e com isso nos alegramos e nos sentimos honrados. Dignai-vos a conceder uma centelha da vossa luz, que nos ilumine a mente e nos abrase o coração, a fim de sempre mais e melhor conhecermos e amarmos a Jesus, vosso Divino Filho. Ámen.

No ano de 431, o Concílio de Éfeso proclamou solenemente o dogma da Maternidade Divina de Maria: ela é verdadeiramente Mãe de Cristo, que é verdadeiro Filho de Deus. Maria é, assim, a Teotókos – Mãe de Deus.
A tradição e a devoção a Nossa Senhora Mãe de Deus, no entanto é muito anterior ao Concílio: estava presente na vida das primeiras comunidades cristãs.
Foi a primeira festa mariana da Igreja ocidental.
O Concílio Vaticano II reforçou o dogma, afirmando que «Maria, filha de Adão, dando o seu consentimento à palavra divina, tornou-se Mãe de Jesus e, não retida por qualquer pecado, abraçou de todo o coração o desígnio salvador de Deus, consagrou-se totalmente, como escrava do Senhor, à pessoa e à obra de seu Filho, subordinada a Ele e juntamente com Ele, servindo pela graça de Deus omnipotente o mistério da Redenção.» (cf. Lumen Gentium, 56)
Ela é portanto Mãe de Deus e Mãe de toda a Humanidade redimida por Cristo.
ORAÇÃO:
Dai-me, Senhora Mãe de Deus, um pouco da vossa força para a minha fraqueza.
Um pouco da vossa coragem para o meu desalento.
Um pouco da vossa compreensão para o meu problema.
Um pouco da vossa plenitude para o meu vazio.
Um pouco da vossa rosa para o meu espinho.
Um pouco da vossa certeza para a minha dúvida.
Um pouco do vosso Sol para o meu inverno.
Um pouco da vossa disponibilidade para o meu cansaço.
Um pouco do vosso rumo infinito para o meu extravio.
Um pouco da vossa neve para o meu barro.
Um pouco da vossa serenidade para a minha inquietude.
Um pouco da vossa chama para o meu gelo.
Um pouco da vossa luminosidade para a minha noite.
Um pouco da vossa alegria para a minha tristeza.
Um pouco da vossa sabedoria para a minha ignonância.
Um pouco do vosso amor para o meu rancor.
Um pouco da vossa pureza para o meu pecado.
Um pouco da vossa vida para a minha morte.
Um pouco da vossa transparência para o meu escuro.
Um pouco do vosso Filho de Deus para este vosso filho pecador.
Com todos esses "poucos", Senhora, eu terei tudo.
E assim seja, eternamente, com Cristo na glória. Aleluia!

A Sagrada Escritura não traz nenhuma informação sobre a infância de Maria. Os únicos dados que temos chegaram até nós através dos chamados "evangelhos apócrifos". Maria era filha de Ana e Joaquim, casal rico e temente a Deus, e viveu intensamente as tradições judaicas. Foi apresentada no templo com três anos. Aprendeu a Sagrada Escritura. Ainda muito jovem foi dada a casamento a José. Não foi marcada pelo pecado original; era a sua preparação para ser a Mãe do Salvador.
A devoção a Nossa Senhora Menina surgiu em França, mas difundiu-se pelo mundo todo. As suas imagens representam-na menina em oração ao lado de Ana e Joaquim. Algumas mostram-na ao colo da mãe, Ana.
ORAÇÃO:
Senhora, desde o ventre materno fostes escolhida para ser a Mãe do Salvador e ainda jovem recebestes o anjo que anunciou a Encarnação do Verbo Divino. Fazei que todas as nossas crianças e jovens se consagrem a Deus com a disposição de assumirem a missão especial que Ele lhes reserva e sejam, como vós, exemplos de dedicação e fé. Ámen.

Desde o século VII a Igreja celebra oficialmente a Natividade de Maria. No Oriente, a festa é ainda mais antiga e remonta aos primórdios do Cristianismo. Ao celebrar o nascimento da Mãe de Deus, a festa faz-nos recordar e preparar o caminho da Salvação, que começou com a bênção a Joaquim e Ana, pais de Maria.
«Hoje é o dia em que Deus começa a pôr em prática o seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la», escreveu São Damião. É também chamada Nossa Senhora da Maternidade, ou a festa da Maternidade de Nossa Senhora.
ORAÇÃO:
Abri, ó Deus, para os vossos servos e servas, os tesouros da vossa graça: e assim como a maternidade de Maria foi a aurora da salvação, a festa do seu nascimento aumente em nós a vossa paz. Ámen.

Nazaré foi a cidade onde Maria e José viveram e criaram Jesus. Segundo a lenda, o próprio São José esculpiu uma imagem da esposa, que passou por diversos lugares e se perdeu na Idade Média. Só foi reencontrada no século XII, por um cavaleiro. Perdido na floresta, encontrou a imagem numa gruta e a ela pediu ajuda para reencontrar o caminho de casa. Salvo, começou a construir uma capela para a imagem e assim teve início a devoção.
A tradição mais forte, no entanto, está ligada a um milagre com D. Fuas Roupinho, cavaleiro no tempo de D. Afonso Henriques. Ao perseguir um veado num dia de nevoeiro, pressentiu que iria cair no precipício. Pediu ajuda à Virgem de Nazaré, invocação já bastante popular naquele tempo. O cavalo parou de imediato, deixando as marcas das suas ferraduras na rocha. O local é onde existe hoje o santuário com a imagem original, na cidade de Nazaré, em Portugal.
A devoção é muito popular também no Brasil, com o tradicional Círio de Nazaré, que reúne em Belém do Pará cerca de dois milhões de devotos em cada ano. A festa começou há mais de duzentos anos, a partir de um milagre. O nome "Círio" já existia em Portugal desde o século XIV: a caminhada de uma aldeia a outra. "Círio" vem do latim "cereus", que significa vela grande, pois a romaria era realizada ao entardecer.
ORAÇÃO:
Nossa Senhora da Nazaré, mãe do silêncio e da humildade, protegei e santificai as nossas famílias. Envolvei-nos no vosso manto, comunicai-nos a fortaleza da vossa fé, a grandeza da vossa esperança e a profundidade do vosso amor. Permanecei com os que ficam e parti com os que vão. Confortai-nos com o vosso sorriso e enxugai as nossas lágrimas com as vossas carícias de mãe. Ámen.

Mais conhecida como Pietá, a imagem de Nossa Senhora da Piedade representa Maria a receber o corpo do seu Filho deposto na cruz. Enormemente retratada na arte cristã, a cena invoca o sofrimento de Maria ao ver o seu Filho morto. Não demorou para a devoção se propagar, visto a grande identificação do povo com o sofrimento da Mãe que chora pelo seu Filho e O leva ao sepulcro.
Em Portugal a devoção está muito difundida. Conta a lenda que um lavrador encontrou uma imagem da Virgem da Piedade numa árvore, junto da qual um dos seus bois se ajoelhava sempre. É muito visitado o santuário de Penafiel, em estilo neogótico e bizantino.
ORAÇÃO:
Com os olhos em lágrimas e o coração angustiado pela dor, segurastes, Senhora, o vosso Filho descido da cruz, morto para a nossa redenção. Acolhei hoje a cada um de nós com o mesmo amor que demonstrastes ao segurar nos braços o corpo de Cristo maltratado pela injustiça e pela ganância. Ámen.

No século XVII, na cidade de Lisboa, uma imagem de Nossa Senhora foi encontrada sobre uma fonte. Levada ao mosteiro próximo, voltou milagrosamente para a mesma fonte. Nessa ocasião, a Virgem manifestou-se a uma menina, pedindo-lhe que aí fosse construída uma capela com o título Nossa Senhora dos Prazeres. Os moradores edificaram uma ermida e muitos milagres começaram a acontecer. A água que brota da fonte é tida como milagrosa. Muitos associam esta devoção a Nossa Senhora das Sete Alegrias, de origem franciscana. Segundo a tradição, foram sete as grandes alegrias ou prazeres de Nossa Senhora: a anunciação do anjo, a saudação de Isabel, o nascimento de Jesus, a visita dos Reis Magos, o encontro com o Menino no templo, a primeira aparição do Ressuscitado e a coroação no céu (Assunção).
ORAÇÃO:
Nossa Senhora dos Prazeres, nossa Mãe querida, ao celebrarmos as vossas grandes alegrias – a anunciação do Senhor, a visita à vossa prima Isabel, o nascimento do Menino Jesus, a adoração dos Magos ao vosso Divino Filho, o encontro de Jesus no templo, a ressurreição de Cristo e a vossa gloriosa Assunção – queremos pedir a vossa intercessão junto de Deus por nós e pelas nossas famílias. Que Ele nos livre das doenças e dos perigos, do desemprego e da desunião.
Nossa Senhora dos Prazeres, ajudai-nos a ser bons seguidores do vosso adorado Filho, lendo e reflectindo a Bíblia Sagrada, alimentando-nos de Jesus na Eucaristia e participando ativamente na nossa comunidade. Queremos viver o mandamento do amor para com todos e caminhar na nossa vida dentro da justiça e colaborar para a construção da paz e da fraternidade. Ámen.

Desde o início do Cristianismo, Nossa Senhora é invocada com o título "da Purificação". Esta sua festa é celebrada no dia da Apresentação do Senhor, por estar intimamente associada a esse facto. Segundo a lei mosaica, todo o filho varão devia ser apresentado no templo, quarenta dias depois do nascimento. A celebração marcaria a "purificação" da mãe, considerada impura após o parto. Mesmo não sujeita a esta lei, pois não tinha pecados, Maria submeteu-se ao ritual e foi ao templo para apresentar o Menino.
A celebração denominava-se também "das Candeias", em referência às palavras do profeta Simeão, que ao ver Jesus disse: «Os meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações.» (Lc 2,30-32)
Desde o século VII, quando foi instituída a festa pelo Papa Sérgio I, surgiu a tradição das procissões das velas neste dia.
ORAÇÃO:
Ó Maria, mesmo sem estardes manchada pelo pecado e pela impureza, aguardastes o tempo previsto na lei para apresentar o Menino no Templo. Ajudai-nos a ser fiéis aos mandamentos de Deus e pacientes no cumprimento das nossas obrigações. Por Cristo, Nosso Senhor. Ámen.

Na Idade Média, os vassalos ofereciam coroas de flores aos soberanos em sinal de submissão. Os cristãos adotaram esse costume para homenagear Maria, oferecendo-lhe a tríplice coroa de rosas que recorda as suas alegrias, dores e glórias ao lado do seu Filho, Jesus. Hoje acrescenta-se a coroa das "luzes". Durante o período das cruzadas, Nossa Senhora do Rosário passou a ser a protetora nas batalhas. Um dos maiores feitos a ela atribuídos é a proteção na batalha de Lepanto, em 1571. Espanha, Veneza e a Igreja combateram as tropas muçulmanas. A vitória foi atribuída a Nossa Senhora do Rosário. O dia 7 de outubro foi marcado para festejar a vitória.
Inicialmente chamada Festa de Santa Maria da Vitória (instituída por Pio V, em 1571), foi mudada por Gregório XIII, em 1573, para Festa de Nossa Senhora do Rosário. É uma das devoções mais difundidas em Portugal.
ORAÇÃO:
Nossa Senhora do Rosário, dai a todos os cristãos a graça de compreender a grandiosidade da devoção do Santo Rosário, na qual, à recitação da Ave-Maria se junta a profunda meditação dos santos mistérios da vida, morte e Ressurreição de Jesus, vosso Filho e nosso Redentor. São Domingos, apóstolo do Rosário, acompanhai-nos com a vossa bênção, na recitação do Terço, para que, por meio desta devoção a Maria, cheguemos mais depressa a Jesus e, como na batalha de Lepanto, Nossa Senhora do Rosário nos leve à vitória em todas as lutas da vida. Por seu Filho, Jesus Cristo, na unidade do Pai e do Espírito Santo. Ámen.
MISTÉRIOS DO ROSÁRIO:
MISTÉRIOS DA ALEGRIA: (segunda-feira e sábado)
Recordam o nascimento do Menino Jesus e a sua infância: 1. Anunciação do anjo Gabriel a Maria (Lc 1,26-39); 2. Visita de Maria a sua prima Isabel (Lc 1,39-56); 3. Nascimento de Jesus em Belém (Lc 2,1-15); 4. Apresentação de Jesus no templo (Lc 2,22-33); 5. Encontro do Menino Jesus no templo, entre os doutores (Lc 2,42-52).
MISTÉRIOS DA LUZ: (quinta-feira)
Recordam a vida e as ações de Jesus no meio do povo: 1. Jesus é batizado no rio Jordão (Mt 3,13-16); 2. Revelação de Jesus nas bodas de Caná (Jo 2,1-12); 3. Jesus anuncia o Reino de Deus (Mc 1,14-21); 4. Transfiguração de Jesus no monte Tabor (Lc 9,28-36); 5. Jesus institui a Eucaristia (Mt 26,26-29).
MISTÉRIOS DA DOR: (terça e sexta-feira)
Recordam os momentos de dor e sofrimento de Jesus ao ser preso e condenado: 1. Oração e agonia de Jesus no jardim das Oliveiras (Mc 14,32-43); 2. Flagelação de Jesus (Jo 18,38-40); 3. Jesus é coroado de espinhos (Mt 27,27-32); 4. Jesus carrega a cruz para o Calvário (Lc 23,20-32); 5. Crucificação e morte de Jesus (Lc 23,33-47).
MISTÉRIOS DA GLÓRIA: (quarta-feira e domingo)
Celebram a salvação e a alegria, a vida nova que Jesus nos dá: 1. Ressurreição de Jesus (Mc 16,1-8); 2. Ascensão de Jesus ao céu (At 1,4-11); 3. Descida do Espírito Santo (At 2,1-3); 4. Assunção de Maria ao céu; 5. A coroação de Nossa Senhora.

A devoção a Nossa Senhora do Sim é recente, de origem francesa mas difundida principalmente pelo padre italiano Rotondi, fundador do movimento "Oásis". O carinho e devoção ao "sim" generoso de Maria diante da vontade de Deus, porém, esteve sempre presente na vida da Igreja. O sim à missão divina que aguardava por ela, o seu sim ao anjo Gabriel, que lhe anunciou a encarnação do Filho de Deus, mudou a história da Humanidade e fez de Maria a "nova Eva". Por isso a devoção a Nossa Senhora do Sim é muito rica em significados e em valores.
ORAÇÃO:
Ó Maria, com o vosso "sim" generoso ensinastes-nos a aceitar com alegria a vontade do Pai. Abri os vossos braços para receber os nossos pedidos e derramai o vosso sorriso sobre as nossas lutas quotidianas. Olhai com misericórdia para os nossos doentes que encontrem o caminho da cura. Olhai para as nossas crianças: que encontrem amor, compreensão e orientação. Olhai para os nossos jovens: que encontrem a sua vocação para dizer o sim definitivo. Olhai para todos os necessitados, para que encontrem amparo materno no vosso olhar animador. Ensinai-nos a dar um sim generoso ao Pai, para que os nossos pedidos recebam o vosso sim amoroso. Fazei que aceitemos o vosso Filho e O levemos aos irmãos, com a mesma disponibilidade com que vós O trouxestes até nós. Ámen.

