ALEGRIA

Diversas igrejas pelo mundo são dedicadas a Nossa Senhora da Alegria. É a Mãe que se alegra com o seu Filho, Jesus, e com os sinais positivos da Humanidade. Este título, no entanto, é mais conhecido pelas aparições a Gianna Talone Sullivan, de Emmitsburg, EUA. Nas suas diversas mensagens, a Virgem pede principalmente a conversão e a humildade diante de Deus. «É tempo, meus pequenos, de começardes a viver na unidade. Há demasiadas pessoas a viver nos caminhos da divisão e da crueldade, pela falta de bondade. Por favor, retornai a Deus. Rezai de coração e Ele vos guiará para viverdes na unidade através do amor. Por favor, por favor, por favor, amai-vos uns aos outros.» Nas suas aparições pediu que se difundisse a seguinte consagração, a ser rezada três vezes ao dia. As aparições ocorrem desde 1993, mas não foram oficialmente reconhecidas pela Igreja. Na diocese de Braga é popular uma imagem de Maria a tocar um instrumento musical chamado cavaquinho. Esta imagem é chamada Nossa Senhora do Cavaquinho ou Nossa Senhora da Alegria.

CONSAGRAÇÃO:

Sagrado Coração de Jesus, eu Vos consagro a minha mente (✞ na testa), as minhas palavras (✞ nos lábios), o meu corpo (✞ no centro do peito), o meu coração (✞ abaixo do ombro esquerdo) e a minha alma (✞ abaixo do ombro direito), para que a vossa vontade seja feita através de mim neste dia. Ámen.

A devoção à Virgem de Altagrácia é a primeira das Américas. Surgiu na vila de Salvaleón de Higuey, República Dominicana, onde hoje existe um grande santuário. O santuário de Higuey, por sinal, é o primeiro da América, cuja construção teve início em 1539.

Há diversas lendas sobre a origem do culto. Uma destas tradições diz que, por ocasião de uma viagem do pai, duas irmãs pediram que lhes trouxesse presentes: uma pediu roupas e perfumes; a outra, uma imagem da Virgem de Altagrácia. O pai procurou a imagem em todos os lugares, mas não a encontrou. Voltou triste para casa, sem saber como dizer à filha que não existia tal imagem. Numa das paragens, porém, como que por milagre, um senhor ofereceu-lhe uma imagem da Virgem – retratando o nascimento de Jesus – e disse ser Nossa Senhora de Altagrácia. É a imagem que hoje se encontra no santuário de Higuey.

Pesquisas históricas dizem que o quadro foi trazido de Espanha em 1502, pelos irmãos Alfonso e Antonio Trejo.

ORAÇÃO:

Ó Mãe querida, Virgem dulcíssima de Altagrácia, padroeira nossa, olhai para nós, prostrados na vossa presença, desejosos de vos oferecer nesta oração o testemunho do nosso amor e correspondência aos inúmeros favores que de vossas mãos recebemos. Vós sois nossa Mestra: como discípulos queremos aprender os exemplos da vossa vida santa. Sois nossa Mãe: como filhos aqui viemos oferecer todo o amor do nosso coração. Recebei, Mãe querida, as nossas ofertas e escutai as nossas súplicas. Ámen. 

Nossa Senhora do Doce Beijo é uma variação da Virgem "Glykofilusa", um ícone da escola cretense do século XVII. Representa Maria com olhar terno, também denominada Nossa Senhora da Ternura. As principais características do ícone, popular nas regiões gregas e ítalo-bizantinas, são as expressões de carícia no rosto de Maria e do Menino, a delicadeza com que Jesus apoia a sua mão e as vestes típicas da região onde o ícone foi pintado. Mede 49x64 cm e encontra-se atualmente no Pontifício Colégio Grego de Roma. Às vezes é chamada Nossa Senhora da Ternura, ou ainda "Glykofilusa".

ORAÇÃO:

Coração Dulcíssimo de Maria, dai-nos força e segurança na nossa caminhada na terra. Sede vós mesma o nosso caminho, porque vós conheceis a senda e o atalho certo que levam, com o vosso amor, ao amor de Jesus Cristo. Ámen.  

Presente desde o início do Cristianismo, esta devoção foi oficialmente reconhecida em 656, no Concílio de Toledo. Em França existe o santuário mais antigo a ela dedicado, construido no ano 930.

De Espanha, o culto chegou a Portugal, onde se popularizou durante o período das grandes navegações. Os marinheiros invocavam a Virgem da Esperança para que os protegesse dos perigos nos mares desconhecidos. Na primeira missa celebrada no Brasil, em 26 de abril de 1500, havia sobre o altar uma imagem de Nossa Senhora da Esperança, que acompanhava a expedição de Pedro Álvares Cabral, levada no navio por Frei Henrique de Coimbra. Diz-se que esta imagem é a que hoje se encontra na Igreja da Sagrada Família, em Belmonte.

ORAÇÃO:

Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria, Senhora da Esperança, vós sois a nossa advogada perante Deus. Na minha fraqueza e no meu desânimo, apelo para os tesouros da vossa misericórdia e bondade. A vós recorro, cheio de esperança, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Abençoai as nossas famílias, protegei os nossos jovens, adultos e crianças. Amparai a nossa Pátria. Dai-nos saúde de corpo e alma e alcançai-nos a graça de que tanto necessitamos […].

Aumentai a nossa fé, esperança e caridade, para sermos dignos das promessas de Cristo. Ámen.  

Uma das grandes virtudes de Maria é a humildade. Foi humilde ao aceitar a missão de dar à luz o Filho de Deus, foi humilde ao servir a sua prima Isabel, ao educar Jesus, ao acompanhar a missão d´Ele, ao sofrer com Ele as dores da paixão redentora. A humildade de Maria é modelo para todos os cristãos, por isso ela é denominada Nossa Senhora dos Humildes, ou da Humildade.

ORAÇÃO:

Nossa Senhora dos Humildes, que inspirais todos os cristãos na vivência da humildade e da entrega pessoal, ajudai-me a realizar a minha missão em vosso nome. Quero seguir o vosso exemplo de dedicação, doação e humildade. Inspirai-me cada dia para que eu não me desvie deste caminho. Ámen.

No pequeno povoado de Bouchard, junto ao rio Vienne, no Sul de França, Nossa Senhora apareceu às meninas Jacqueline Aubry, Jeanette Aubry e Nicole Robin, no dia 8 de dezembro de 1947. As meninas estavam a rezar o Rosário na capela da vila, pois era dia da Imaculada Conceição. Ali viram uma bela Senhora vestida de branco, com as mãos unidas em oração, a sorrir. Ao lado de Maria, o anjo Gabriel com um lírio na mão. A Virgem pediu às crianças que rezassem pelo futuro da França. Voltou a aparecer outras seis vezes e realizou diversos milagres. Na capela foi construído um altar em honra de Nossa Senhora de La Prière (ou "da oração", em português).

ORAÇÃO:

Nossa Senhora de La Prière, enquanto rezavam o vosso santo Rosário, três meninas obtiveram a graça da vossa aparição. Manifestai-vos novamente hoje a cada um de nós, que a vós dirigimos as nossas orações. Concedei-nos especialmente esta graça... (fazer o pedido). Confiantes na vossa intercessão, oferecemos agora este Terço. (Rezar o Terço.)

De 8 a 14 de dezembro de 1947, quatro crianças da cidade de L'lle Bouchard, em França, tiveram visões de Nossa Senhora. Ela pedia orações pela nação, que passava por grandes problemas no período pós-guerra. Prometeu derramar as suas bênçãos sobre as famílias. As aparições de L'lle Bouchard ainda não foram oficialmente reconhecidas pela Igreja, mas o culto no local é permitido.

Em Portugal, o título é já bastante antigo, com diversas igrejas a ela dedicadas, muitas vezes sob a variação Nossa Senhor da Orada, que é na verdade a mesma devoção, ou Nossa Senhora das Preces. Veja também Nossa Senhora de La Prière.

ORAÇÃO:

Durante o terrível período de reconstrução de França devastada pela guerra, vós fostes, Senhora, consolo e proteção para a população aflita. Sede hoje também a nossa fortaleza, pois a vós dirigimos confiantes as nossas incansáveis orações. Ámen.  

Um dos principais ensinamentos evangélicos é a partilha, a caridade, a doação do que se tem em prol do bem-estar do próximo. É um dos valores que devem orientar a nossa vida. Daí o título de Nossa Senhora da Partilha. Aprendamos com Maria, que sempre se mostrou caridosa, a partilhar a nossa vida, os nossos dons e os nossos bens.

ORAÇÃO:

Tudo o que tenho é vosso, amada Senhora. Por isso, ajudai-me a partilhar os meus bens e os meus dons. Que eu saiba ser generoso com os meus irmãos menos favorecidos. Que eu seja caridoso com todos os excluídos e marginalizados. Por Cristo, Nosso Senhor. Ámen.  

No século XVII, na cidade de Lisboa, uma imagem de Nossa Senhora foi encontrada sobre uma fonte. Levada ao mosteiro próximo, voltou milagrosamente para a mesma fonte. Nessa ocasião, a Virgem manifestou-se a uma menina, pedindo-lhe que aí fosse construída uma capela com o título Nossa Senhora dos Prazeres. Os moradores edificaram uma ermida e muitos milagres começaram a acontecer. A água que brota da fonte é tida como milagrosa. Muitos associam esta devoção a Nossa Senhora das Sete Alegrias, de origem franciscana. Segundo a tradição, foram sete as grandes alegrias ou prazeres de Nossa Senhora: a anunciação do anjo, a saudação de Isabel, o nascimento de Jesus, a visita dos Reis Magos, o encontro com o Menino no templo, a primeira aparição do Ressuscitado e a coroação no céu (Assunção).

ORAÇÃO:

Nossa Senhora dos Prazeres, nossa Mãe querida, ao celebrarmos as vossas grandes alegrias – a anunciação do Senhor, a visita à vossa prima Isabel, o nascimento do Menino Jesus, a adoração dos Magos ao vosso Divino Filho, o encontro de Jesus no templo, a ressurreição de Cristo e a vossa gloriosa Assunção – queremos pedir a vossa intercessão junto de Deus por nós e pelas nossas famílias. Que Ele nos livre das doenças e dos perigos, do desemprego e da desunião.

Nossa Senhora dos Prazeres, ajudai-nos a ser bons seguidores do vosso adorado Filho, lendo e reflectindo a Bíblia Sagrada, alimentando-nos de Jesus na Eucaristia e participando ativamente na nossa comunidade. Queremos viver o mandamento do amor para com todos e caminhar na nossa vida dentro da justiça e colaborar para a construção da paz e da fraternidade. Ámen.  

Apareceu em Heede, na Alemanha, em 1936, a quatro meninas, uma Senhora a sorrir, segurando o Menino no braço esquerdo e na mão um globo com uma cruz. Ao comunicar o facto às autoridades, as meninas foram desacreditadas e proibidas de voltar ao local. Na aparição, Maria disse: «Meninas, rezai ainda e muito. Desejo ser venerada como Rainha do Universo e como Rainha das pobres almas.» Quatro anos depois voltou a aparecer e voltou a insistir para que rezassem o Rosário em reparação dos pecados. Nesse período, muitas pessoas começaram a peregrinar para o local, apesar da oposição das autoridades.

O título Rainha do Universo está presente na ladainha, na antífona da festa de Nossa Senhora do Carmo e na festa de Nossa Senhora das Sete Dores. Entre os bizantinos, é invocada como imperatriz do Universo. O mesmo título é retomado na Medalha Milagrosa. Aí aparecem profundas implicações teológicas e mariológicas que merecem atenção e profunda reflexão. Toda a mentalidade cristã antiga sentia profundamente essa dimensão universal da Mãe de Deus.

ORAÇÃO:

Santíssima Virgem, Rainha do Universo, eu creio e confesso a vossa santa e imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, pela vossa gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus e do Universo, alcançai-me do vosso amado Filho a humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e espírito, a perseverança na prática do bem, uma vida boa e uma santa morte. Ámen.  

Desde os primeiros séculos, Nossa Senhora é invocada como Rosa Mística. O Hino Acatista, das igrejas do Oriente, tem a invocação "Maria, Rosa Mística, da qual veio Cristo como milagroso perfume..." As ladainhas de Nossa Senhora, que datam de 1587, também trazem a invocação "Rosa Mística", que aparece ainda nos escritos dos Santos Padres.

Em Itália, a devoção mais antiga à Rosa Mística está relacionada com uma pequena imagem de Nossa Senhora a segurar o Menino Jesus pelo braço esquerdo tendo na mão direita um galho de roseira com uma flor aberta. Na Alemanha, o Santuário de Rosenberg abriga uma imagem milagrosa de Nossa Senhora Rosa Mística, venerada desde 1738. No pedestal da imagem estão três rosas: uma vermelha, uma amarela e uma branca.

A mais conhecida devoção está relacionada com as aparições de Nossa Senhora a Pierina Gilli, em Montichiere e Fontaneli, Itália, em 1947. Estes fenómenos ainda não foram analisados pela Igreja, mas a devoção particular estendeu-se por todo o mundo devido às mensagens deixadas pela Virgem. Nossa Senhora apresentou-se como «Rosa Mística» e pediu oração, sacrifício e penitência. Sobre o peito, tinha três rosas: uma vermelha (a representar o espírito de expiação e sacrifício), uma amarela (espírito de penitência) e uma branca (espírito de oração).

CONSAGRAÇÃO:

Ó Maria Santíssima, Senhora Rosa Mística, eu me consagro inteiramente a vós. Consagro-vos o meu entendimento, para que eu possa sempre amar-vos. Consagro-vos a minha língua, para que eu possa sempre louvar-vos. Consagro-vos o meu coração, para que eu seja inteiramente vosso. Recebei-me, ó Mãe incomparável, no ditoso número dos vossos servos, acolhei-me sob a vossa proteção, socorrei-me nas minhas necessidades temporais e espirituais e sobretudo na hora da minha morte. Abençoai-me e fortalecei a minha fé para que, amando-vos nesta vida, eu possa contemplar para todo o sempre a vossa face no céu. Ámen!

Na Idade Média, os vassalos ofereciam coroas de flores aos soberanos em sinal de submissão. Os cristãos adotaram esse costume para homenagear Maria, oferecendo-lhe a tríplice coroa de rosas que recorda as suas alegrias, dores e glórias ao lado do seu Filho, Jesus. Hoje acrescenta-se a coroa das "luzes". Durante o período das cruzadas, Nossa Senhora do Rosário passou a ser a protetora nas batalhas. Um dos maiores feitos a ela atribuídos é a proteção na batalha de Lepanto, em 1571. Espanha, Veneza e a Igreja combateram as tropas muçulmanas. A vitória foi atribuída a Nossa Senhora do Rosário. O dia 7 de outubro foi marcado para festejar a vitória.

Inicialmente chamada Festa de Santa Maria da Vitória (instituída por Pio V, em 1571), foi mudada por Gregório XIII, em 1573, para Festa de Nossa Senhora do Rosário. É uma das devoções mais difundidas em Portugal.

ORAÇÃO:

Nossa Senhora do Rosário, dai a todos os cristãos a graça de compreender a grandiosidade da devoção do Santo Rosário, na qual, à recitação da Ave-Maria se junta a profunda meditação dos santos mistérios da vida, morte e Ressurreição de Jesus, vosso Filho e nosso Redentor. São Domingos, apóstolo do Rosário, acompanhai-nos com a vossa bênção, na recitação do Terço, para que, por meio desta devoção a Maria, cheguemos mais depressa a Jesus e, como na batalha de Lepanto, Nossa Senhora do Rosário nos leve à vitória em todas as lutas da vida. Por seu Filho, Jesus Cristo, na unidade do Pai e do Espírito Santo. Ámen.

MISTÉRIOS DO ROSÁRIO:

MISTÉRIOS DA ALEGRIA: (segunda-feira e sábado)

Recordam o nascimento do Menino Jesus e a sua infância: 1. Anunciação do anjo Gabriel a Maria (Lc 1,26-39); 2. Visita de Maria a sua prima Isabel (Lc 1,39-56); 3. Nascimento de Jesus em Belém (Lc 2,1-15); 4. Apresentação de Jesus no templo (Lc 2,22-33); 5. Encontro do Menino Jesus no templo, entre os doutores (Lc 2,42-52).

MISTÉRIOS DA LUZ: (quinta-feira)

Recordam a vida e as ações de Jesus no meio do povo: 1. Jesus é batizado no rio Jordão (Mt 3,13-16); 2. Revelação de Jesus nas bodas de Caná (Jo 2,1-12); 3. Jesus anuncia o Reino de Deus (Mc 1,14-21); 4. Transfiguração de Jesus no monte Tabor (Lc 9,28-36); 5. Jesus institui a Eucaristia (Mt 26,26-29).

MISTÉRIOS DA DOR: (terça e sexta-feira)

Recordam os momentos de dor e sofrimento de Jesus ao ser preso e condenado: 1. Oração e agonia de Jesus no jardim das Oliveiras (Mc 14,32-43); 2. Flagelação de Jesus (Jo 18,38-40); 3. Jesus é coroado de espinhos (Mt 27,27-32); 4. Jesus carrega a cruz para o Calvário (Lc 23,20-32); 5. Crucificação e morte de Jesus (Lc 23,33-47).

MISTÉRIOS DA GLÓRIA: (quarta-feira e domingo)

Celebram a salvação e a alegria, a vida nova que Jesus nos dá: 1. Ressurreição de Jesus (Mc 16,1-8); 2. Ascensão de Jesus ao céu (At 1,4-11); 3. Descida do Espírito Santo (At 2,1-3); 4. Assunção de Maria ao céu; 5. A coroação de Nossa Senhora.

A vida espiritual de Santa Teresinha do Menino Jesus é conhecida por todos como modelo de fé e de seguimento de Cristo. Durante a sua infância, em 13 de maio de 1883, Santa Teresinha teve uma forte experiência de Maria, a quem invocava com o título de Nossa Senhora do Sorriso. Nos seus manuscritos, lemos:

«Não encontrando socorro nenhum da terra, a pobre Teresinha apelou para a sua mãe do Céu. Pedia-lhe de todo o coração que se compadecesse dela... De repente, a Santíssima Virgem apareceu-me bonita, tão bonita que nunca vira algo semelhante. O seu rosto exalava uma bondade e uma ternura inefáveis. Mas, o que calou fundo na minha alma foi o "sorriso encantador da Santíssima Virgem". Todas as minhas penas se foram naquele momento, duas grossas lágrimas jorraram das minhas pálpebras e rolaram pelo meu rosto; eram lágrimas de pura alegria... Ah! - pensei -, a Santíssima Virgem sorriu para mim, estou feliz... Por causa dela, das suas intensas orações, é que eu tive a graça do sorriso da Rainha dos Céus...» (História de uma Alma, manuscrito A, 30v).

A devoção é difundida especialmente na Ordem do Carmo e entre os devotos de Santa Teresinha.

ORAÇÃO:

Santíssima Virgem, cujo sorriso encantador nos acalma e apaga a nossa tristeza, vinde sempre ao nosso encontro com o sorriso no rosto, a fim de que também nós possamos sorrir sempre, deixando as lágrimas e pensando nas coisas boas da vida. Ámen.  

A representação de Nossa Senhora da Ternura, ou a Virgem "Glykofilusa", é um ícone da escola cretense do século XVII. É muito popular nas regiões gregas e ítalo-bizantinas. As suas principais características são as expressões de ternura do rosto de Maria e do Menino e a delicadeza com que Jesus apoia a sua mão no rosto de Maria.

Usa tons delicados de vermelho, com elementos derivados da pintura retratista ocidental. As vestes são tradicionais: o "mafórion". Hoje há diversas variações do ícone original, mas sempre a manter o tom terno do rosto de Jesus e de Maria.

ORAÇÃO:

Nossa Senhora, Mãe de amor e de ternura, o vosso olhar materno e bondoso acolhe e encanta a todos os que contemplam o vosso sagrado ícone. Fazei que cada devoto aja com a mesma bondade e mansidão que o vosso olhar de ternura transmite. Ámen.